
Consecration – “Fragilium” (2019)
Solitude Productions
#DeathDoomMetal, #AtmosphericDoomDeathMetal
Para fãs fe: Rottendawn, Rigor Sardonicous, Famishgod, Bellaras, My Shameful
Nota: 9,0
Finalmente consegui dar a devida atenção e apreciar de forma justa o trabalho do Consecration, conheci a banda em 2014 quando lançaram “Ephemerality”, seu primeiro disco propriamente dito. Tornei a ouvi-la ano passado em razão de “Remembrance” – uma baita compilação que reunia faixas do já citado disco de estréia, mais demos e o ep de 2010, “Gut The Priest”. Embora tenha gostado e percebido diversas qualidades no Death/Doom Metal apresentado pelos ingleses, algo ainda não me convencia por completo, não que o material fosse genérico, mas faltava algo, mais solidez e identidade, talvez, o fato é que gostei, mas não a ponto de me tornar fã.
E eis que em meio a tantos lançamentos e surpresas proporcionadas por esse ano; entre surpreendentes, medianas e frustrantes, está “Fragilium”, segunda epístola do Consecration e posso afirmar com plena veemência, que se antes eu tinha reservas quanto à banda, já não mais as tenho, o disco é magnífico do início ao fim e claro, com sucesso atualizou minhas definições de Death/Doom Metal, cinza, depressivo e malignamente, opressivo.
“Fragilium” pode ser interpretado como uma longa missa negra dividida em 5 momentos dedicados ao culto a Caronte, sendo que 4 desses momentos vão além dos 11 minutos – tempo demais para um fã de Ramones, e ideal para se transpor o Estige.
“In Somnus Ego Morior (In My Sleep I Die)”, “An Elegy For The Departed” e “To Welcome The Grey” são fiéis interpretações do som da miséria, da desolação e da falha ou seja, são hinos que farão a “alegria” de todo e qualquer ser que tenha apreço pela melancolia em forma de arte.
“Fragilium” é indispensável aos fãs de Death/Doom Metal e vai além, pois pode agradar também aqueles que nutrem afeto por sons ainda mais taciturnos e abissais como Atmospheric e Depressive Black Metal.
Fábio Miloch





