David Ellefson – “Sleeping Giants” (2019)

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David Ellefson – “Sleeping Giants” (2019)
THC Music | Combat Records
#ThrashMetal#HeavyMetal#ModernMetal

Para fãs de: MegadethTestament

Nota: 7,0

Não é preciso dizer nada sobre a carreira de David Ellefson, não é mesmo? Afinal, se você está lendo essa resenha, é porque você curtiu a página do Metal na Lata e sabe muito bem quem é! O que talvez seja novidade é que o baixista do Megadeth resolveu lançar algumas músicas e demos antigas, que gravou em parceria com músicos como John Bush (Armored Saint, ex-Anthrax), Bumblefoot (ex-Guns N’ Roses), Mark Tremonti (Alter Bridge), além membros do Body Count. Mas o parceiro mais presente e que ajudou Ellefson também a produzir o trabalho foi Thom Hazaert, que gravou os vocais nas quatro faixas produzidas para o álbum.

“Vultures” abre o CD e causa um boa impressão, principalmente pelo trabalho de guitarras. Pesada e com uma sonoridade bem atual, a faixa possui peso e se distancia daquilo que Ellefson faz em sua banda principal. A faixa título, por sua vez, mostra um Ellefson mais solto, destacando seu baixo de forma pesada e até mesmo agressiva, aproximando-se um pouco do Megadeth, assim como “Hammer”, que traz a guitarra de Mark Tremonti como destaque. Na seqüência, temos “Vultures” na versão Kristian Nair Remix. E o resultado é constrangedor, para não soar tão ofensivo. Uma tentativa totalmente frustrada de parecer moderna, eletrônica, ou seja lá o que passou pela cabeça do baixista quando decidiu por colocá-la no trabalho! Simplesmente vergonhosa!

Felizmente, “If You Were God”, de 1993 traz John Bush nos vocais e tem muito de Megadeth em sua linha de composição. Ellefson coloca sua voz em várias faixas na seqüência, todas versões demo, com destaque para “Deadman Rise”, “Bleeding” e “Dying on the Vine” (com uma atmosfera mais próxima do Black Sabbath dos anos 90). Em parceria com o vocalista David Glen Eisley (Giuffria), podemos destacar as belas baladas “Out in the Rain” e “Home”, além de “Voices”, um Hard/AOR tipicamente anos 80.

“Sleeping Giants” se mostra um trabalho bastante irregular. Algumas faixas bem estruturadas e executadas, enquanto outras, principalmente algumas demos, que remetem ao alternativo que reinou na indústria musical nos anos 90, deixam a desejar. Agora, aquele remix de “Vultures”, meu Deus do céu! Nem a capa, que concorre ao prêmio de piores do ano, conseguiu ser tão ruim que aquilo.

Sergiomar Menezes

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