Death Angel – “Humanicide” (2019)

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Death Angel – “Humanicide” (2019)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#ThrashMetal

Para fãs de: TestamentForbiddenExodusMetal Allegiance

Nota: 8,5

Você deve estar se perguntando porquê raios de lobos NOVAMENTE na capa de um álbum do Death Angel. Certo? Pois bem, esse é o último álbum da trilogia “do lobos” (Wolf Trilogy), então está explicado o motivo dos bichinhos “bem fofos” na capa. Essa trilogia se iniciou em “Relentless Retribution” (2010), “Dream Calls For Blood” (2013), teve um pequeno “hiato” em “Evil Divide” (2016), mas agora a banda a encerra com “Humanicide”.

Aqui podemos notar que o Thrash Metal pesado e convencional do grupo continua intacto, mas se alinhou a melodias e harmonias mais trabalhadas e complexas, com introduções mais climáticas, passagens acústicas e andamentos mais cadenciados, como por exemplo as faixas “Immortal Beheaded” e a própria faixa título.

A diversidade e energia presentes nas 11 faixas aqui chega a espantar! Mesmo que as últimas três faixas do álbum sejam as mais “fracas” ou “menos impactantes”, se é que dá para dizer isso, as oito primeiras se diferem quase que totalmente uma das outras. Exemplificando, temos faixas Thrash com influências de Judas Priest (se o início de “Humanicide” não lembrar algo do “Screaming For Vengeance” eu me mato), Motörhead (“I Came For Blood”), Immortal e Ministry numa mistura maluca de Black Metal com Industrial (“Divine Defector”), o Thrashão puro anos 80 de “Aggressor” (que refrão tr00zão soco na cara!!), as arrasa quarteirão “Alive And Screaming” e “Ghost Of Me”, que poderiam estar em “The Ultra-Violence” (1987) e a fortíssima candidata a clássico instantâneo, a edificante “The Pack”, onde o gênio das seis cordas, Rob Cavestany, mostra que está no mesmo nível que gigantes como Gary Holt (Exodus/Slayer) e Dave Mustaine (Megadeth).

“Revelation Song” (a melhor das três), “Of Rats And Men” e a faixa extra “The Day I Walked Away” são as mais fracas de todo o pacote. Ruins? Jamais! Na minha opinião apenas não fedem e nem cheiram, cumprindo com seu papel de “tapa buracos”.

Não é a toa que essa formação já está junta há muitos anos, pois a coesão entre os músicos é impressionante. Todos estão de parabéns, mas não elevar um pouco acima Rob Cavestany seria uma injustiça pecaminosa. O cara praticamente compõe todo o instrumental, apenas “Alive And Screaming” é de Ted Aguilar (guitarra), e impõe uma marca tão única nos riffs e solos que ouvimos apenas alguns segundos e já sabemos que é ele, e por consequência, Death Angel.

E o que falar dos vocais de Mark Osegueda? O cara, talvez junto com Paul Baloff e Steve Zetro Souza (ambos Exodus) e Bobby Blitz (Overkill), são a síntese do Thrash Metal.

Produção impecável, polida, encorpada e pesada de Jason Suecof como tem que ser, capa linda (mesmo que a criatividade tenha ido para as cucuias) e satisfação garantida de muita porradaria. Se gosta de Thrash bem trabalhado, cheio de influências clássicas e com produção atual, eis o seu disco.

Johnny Z.

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