Deathraiser – “Forged in Hatred” (2026)

DEATHRAISER
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Deathraiser – “Forged in Hatred” (2026)

Xtreem Music
#ThrashMetal

Para fãs de: Kreator, Bywar, Attomica

Texto por Matheus “Mu” Silva

Nota: 9,5

Quase 15 anos se passaram desde o lançamento de seu primeiro disco, Violent Aggression (2011), e finalmente a banda mineira Deathraiser lançou seu segundo álbum de estúdio, Forged in Hatred (2026), via Xtreem Music. Formada em 2009, em Leopoldina/MG, após a dissolução do Merciless, a banda de Thrash Metal manteve sua formação intacta no segundo disco, contando com Junior (baixo), William (bateria), Ramon (guitarra) e Thiago (vocal e guitarra).

“Severe Atrocity” abre o disco com um thrash violentíssimo, com a voz de Thiago beirando o que Mille Petrozza faz no Kreator, e um groove poderoso no meio da música, funcionando como um ótimo cartão de visitas do que está por vir. “Primitive Medicine” segue com a pegada impiedosa da primeira faixa, ainda mais direta, enquanto “Everything Dies” dá um respiro na velocidade, mas não no peso; com seu som cru e direto, continua sendo um verdadeiro atropelo sonoro.

Como mencionei antes, o timbre de Thiago remete bastante ao Kreator, levando até a imaginar como a banda alemã soaria se resgatasse um pouco mais de sua veia oldschool. “Corporation Parasite” é um exemplo perfeito disso. “Empire of Ignorance” mantém a fúria do álbum, assim como a faixa seguinte, “Symphony of Violence”, que faz jus ao nome: uma faixa instrumental carregada de thrash violento e destruidor, abrindo caminho para a ainda mais agressiva “Toxic Legacy”, outro petardo com forte influência oitentista.

E quando você pensa que a banda já usou todo o arsenal, surge a implacável “One Step to the Grave”, a faixa mais brutal do álbum, com o grupo enfiando ainda mais o pé no acelerador, soando como um rolo compressor. Finalizando com “Dead Generation”, o disco termina da mesma forma que começou: com intensidade avassaladora e peso esmagador.

Forged in Hatred é um disco poderoso. Sua violência implacável ao longo da audição transmite uma verdadeira sensação de raiva a cada riff e palavra cantada, mostrando como o Thrash nacional segue em momento de destaque — e este disco é um claro exemplo disso. Certamente um dos melhores do ano! Quinze anos de espera que, sem dúvida, valeram a pena.

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