Dislaze – “Zero” (2021)

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Dislaze“Zero” (2021)
Independente
#HeavyMetal, #AlternativeMetal

Para fãs de: Disturbed, Black Label Society, Alice In Chains, Black Sabbath

Nota: 7,5

O trio do Grande ABC, Dislaze, lança seu primeiro álbum de estúdio “Zero”. O grupo composto por Marcos Sel (guitarra e vocal), Pedro Fabri (baixo e backing vocals) e Raphael Miotto (bateria e backing vocals), teve seu álbum de estreia produzido por Thiago Bianchi, vocalista do Noturnall e Douglas Das Neves.

O álbum se inicia com “Under My Skin”, primeiro single lançado pelo trio e logo de cara se percebe uma boa e pesada guitarra, lembrando em alguns momentos, um metal mais alternativo. Mais ao final da música tem-se muito peso da bateria junto com o baixo enquanto a guitarra sola. Admito que quase que o fone de ouvido não aguentou o grave.

O começo de “Zero”, faixa que nomeia o presente álbum, lembra MUITO “California Über Alles”, do Dead Kennedys, tanto que até resolvi dar um play na música dos americanos e o baixo entra no mesmo intervalo entre os 05 e 06 segundos iniciais da música e a guitarra em “power chord” também batendo o tempo idêntico entre 16-17 segundos, sendo óbvia a influência do que viria a se seguir e a pegada um pouco mais punk continua ao decorrer da música, uma das que mais se destacam devido a melodia, o ótimo refrão e o bom vocal do Marcos.

“Man Down” é o single que gerou o primeiro vídeo clipe da banda, com bastante harmônicos no estilo de Zakk Wylde, que me lembrou bastante o estilo de algumas músicas do Black Label Society, como “Forever Down”, ainda mais que o refrão também tem “down”. O solo muito bem trabalhado, remetendo ao trabalho de Mike Orlando.

Uma grande influência de música árabe aparece ao início de “Kadriya”, que é interrompida com uma guitarra pesada junto com pedais duplos da bateria, realmente uma das melhores do álbum, junto com a já referida “Zero”. Como se dá para perceber, Dislaze varia bastante musicalmente, tanto que em “Pleasure & Pain” é possível se perceber um estilo mais grunge em certos momentos, outros mais Jimi Hendrix, outros, Black Sabbath. Um “Frankenstein” musical que ficou muito bom.

“Stellar” é a baladinha do álbum, mas pouco depois, com “Nightmare”, um riff muito bom e linhas de guitarra que poderiam muito bem se passar por algum trabalho solo do Zakk Wylde e uma bateria impecável chamam bastante a atenção.

“Zero” é muito bem encerrado com “Locomotive”, que é bem animada e finaliza um bom álbum de estreia.

Caio Siqueira Iocohama

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