Distort – “New Terror Against Greed” (2019)

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Distort “New Terror Against Greed” (2019)
Independente
#ThrashMetal

Para fãs de: Metallica (antigo), PanteraKreator (antigo), Sacred ReichKorzus

Nota: 9,0

Para muitos o Distort pode parecer uma banda nova, mas na verdade é o contrário. Após a saída do Cristiano Fusco (guitarra/fundador) do Torture Squad, em 2002, o músico resolveu dar um tempo em sua carreira como músico mas voltou em 2005 às suas raízes do Thrash Metal mais crú e ‘old school’ formando o Distort. Naquela época, a banda formada por Cristiano, Marcelo Dirceu (vocal), Caio Corrêa (baixo) e Thiago Medeiros (bateria) chegou a gravar um álbum de estreia chamado “Terror Against Greed”, em 2008, obtendo até boas críticas na mídia especializada, mas ficou nisso, mesmo a banda nunca tendo encerrado realmente suas atividades.

Agora, para comemorar o aniversário de lançamento do primeiro álbum, Cristiano chamou Heverton Souza (Imperium Infernale, Eternal Malediction, Zombeers e ex-Warshipper) para os vocais, Daniel Souza (baixo e produtor) e regravou-o com o sintomático título de “New Terror Against Greed” mantendo a bateria de Thiago Medeiros do álbum original.

São oito petardos que mantiveram o mais puro e crú Thrash Metal oitentista do início da banda, com algumas singelas pitadas de Hardcore aqui e ali no tocante a carga de energia aplicada principalmente nos andamentos e riffs devido a nova produção simples e eficiente. A sensação é que a banda esta não só tocando na sua frente, mas sim ‘socando’ as guitarras e os vocais raivosos na sua cara com um ódio desgraçado (risos). A diferença entre o álbum original e esse é, além do sensacional trabalho de vocais de Heverton (veja mais abaixo), a produção muito mais pesada e trabalhada, uma nova capa e artes gráficas (cd digipack), essas últimas também à cargo do Heverton.

O meu único porém fica por conta da diferença de volume na hora dos solos, ou seja, um salto que me incomodou um pouco, mas não tirou o brilho do trabalho. É puramente pessoal de minha parte.

Agora, falar do vocal de Heverton aqui é digno de nota. O cara conseguiu fazer (pelas minhas contas) uns 12 tipos de vocais diferentes! É incrível e ao mesmo tempo insano ouvi-lo alternando vocais mais Black Metal, para algo mais sujo, aberto, gritado, urrado e rasgado em questão de segundos! E não pense você que isso descaracteriza o Thrash Metal ou a sonoridade da banda, pelo contrário, deu uma identidade fantástica a mesma! Aliás, essa alternância toda não fica somente a cargo dos vocais, mas a mudanças de andamentos no instrumental estão presentes praticamente em todas as faixas. Belos exemplos disso são “Mad As A Hatter”, com um toque de “Children Of The Grave” do Black Sabbath e “Shotgun” que você vai jurar ser o Sacred Reich por conta do seu início tipicamente “Independent” (faixa título do álbum dos americanos lançado em 1993).

Em resumo, um baita trabalho bem feito, honesto, coeso, pesado, com uma velocidade rápida mas moderada, já que nada está a 220km/h, mas se pega de frente causa um estrago violento, salvo “Hidden Thoughts” e “Modern Slave” que são verdadeiras ‘ignorâncias’ de porradaria e a rifferama de “Blowing Up” que antes de pensar em frear você já levou porrada vinda por todos os lados.

Bom saber que a banda voltou aos palcos com a formação que gravou o álbum original de 2008 e o “baixinho gigante” Heverton Souza como (mini)frontman, já que sua estatura é um pouco ‘prejudicada’ (risos). Calado ele é pequeno, mas cantando é um gigante, e munido dos riffs característicos de Fusco e seu parceiros tem tudo para fazer o Distort brilhar! Escute e vicie!

Johnny Z.

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