Durbin – “The Beast Awakens” (2021)

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Durbin“The Beast Awakens” (2021)
Frontiers Music
#HeavyMetal

Para fãs de: Helloween, Unisonic, Gamma Ray, Primal Fear, Judas Priest, Iron Maiden

Nota: 8,0

James Durbin é um vocalista americano que teve atenção dos holofotes ainda bem jovem quando ficou em quarto lugar no programa “American Idol” em 2011 e por um curto período, entre 2017 e 2019, participou da lendária banda Quiet Riot, com a árdua missão de ocupar o posto que um dia foi ocupado por Kevin DuBrow. Nesta passagem, gravou o álbum “Road Rage” de 2017 e “Hollywood Cowboys” de 2019, além do ao vivo “One Night In Milan”, lançado no mesmo ano.

Apesar de ter gravado também 3 álbuns na forma de carreira solo, James Durbin monta o projeto simplesmente intitulado “Durbin” que teve como seu primeiro lançamento, “The Beast Awakens” que se inicia com “The Prince Of Metal”, que tem boas guitarras e o instrumental em geral é bom, apesar de musicalmente lembrar bastante “The Phantom Of The Opera” do Iron Maiden, tem um refrão que poderia se passar por grupos da família do Gamma Ray, Primal Fear etc. Vocal bem gritado, talvez até demais, quem sabe é uma forma de mostrar seu alcance vocal?

Com a participação de Chris Jericho (o cara que participava do WWE e durante uma apresentação deste evento no Brasil, pegou uma bandeira do país, jogou no chão e chutou. Pediu desculpas depois, mas… sem mais comentários sobre isso) e Phil Demmel (ex-Machine Head e atual Vio-Lence, após a volta de 2019), o primeiro grande destaque aparece, com “Kings Before You”, música com cara do Heavy Metal dos anos 80, ótimo instrumental e os vocais, agora sim, ficaram excelentes.

Apesar de ser um álbum que é projeto de um vocalista, o instrumental de todo o álbum é incrível. Muito bem produzido, riffs muito bons, como visto em “Into The Flames”, “The Beast Awakens” e principalmente em “Evil Eye”, que tem um riff pesado, combinando com uma ótima bateria.

Mais ao final do álbum, tem-se a “baladinha” “Battle Cry”, que é seguida pela boa “By The Horns” e se encerra com “Rise To Valhalla”, bem ao estilo de Helloween, e apesar de estes flertes com o Power Metal, o álbum, em geral, é um Heavy Metal tradicional, com bastante influência dos anos 80. Deste modo, James Durbin vai buscando criar sua identidade com este projeto, começando bem.

Caio Siqueira Iocohama

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