Dynazty – “The Dark Delight” (2020)

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Dynazty – “The Dark Delight” (2020)
AFM Records
#MelodicMetal#PowerMetal

Para fãs de AmarantheCyhraArion

Nota: 9,0

Sabe aquele álbum que, à medida em que progride, você ora aos deuses do metal para que a qualidade e o nível sejam mantidos até o final? Bem-vindo a “The Dark Delight”, sétimo álbum de estúdio dos suecos do Dynazty.
Felizmente, apesar das oscilações, é um álbum que atinge seu objetivo, cumpre nossas expectativas na medida do possível, e traz uma boa dose de contribuição ao cenário atual. Em um momento musical que tudo o que ouvimos parece já ter sido feito, bandas que tentam trazer novos elementos ao metal moderno merecem reconhecimento.

Comparado aos trabalhos anteriores do Dynazty, “The Dark Delight” tem uma roupagem mais pesada, densa, e com uma abordagem mais sombria do que de costume. Ao progredir pelo álbum, sobrevoamos cenários de diferentes texturas, mas sem perder a identidade e conceito geral. O álbum soa coeso e com a mesma identidade musical do início ao fim, sem cair na mesmice e sem enjoar o ouvinte.

Tecnicamente, o álbum está muito bem executado. A primeira metade do álbum chega matadora, principalmente com a dupla de abertura “Presence of Mind” e “Paradise of the Architect”. Mal há tempo para respirar, mesmo nas power/pop-ballads “Hologram” e “Waterfall”.

A qualidade das composições tem dificuldade de se sustentar no topo conforme progredimos para a parte final do álbum, mas nada que comprometa o trabalho como um todo; o álbum tem um ótimo replay, e alguns refrães e linhas melódicas podem ficar na sua cabeça por algum tempo. A voz marcante, poderosa e interpretativa de Nils Molin (agora em merecida ascensão pelo seu trabalho no Amaranthe) soa impecável, em um exemplo de interpretação, como em “Heartless Madness” e “From Sound to Silence”.

O trabalho do duo de guitarristas é incrível; cadência, peso, riffs bem colocados e solos muito bem executados, um dos pontos altos do disco. Os teclados e sintetizadores também são muito bem trabalhados em termos de presença e gama de efeitos, o que é um grande mérito para uma banda que não tem um tecladista de ofício. “The Dark Delight” é um trabalho excelente, provavelmente o melhor do Dynazty até aqui, e que põe a banda no front dos nomes em ascensão do metal moderno.

Will Menezes (Colaborador)

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