
Heaven Shall Burn – “Of Truth And Sacrifice” (2020)
Century Media Records
#MelodicDeathMetal, #Metalcore, #Deathcore, #ExtremeMetal
Para fãs de: Dagoba, Arch Enemy, DevilDriver, Parkway Drive
Nota: 10
Heaven Shall Burn é aquele grupo que já pode ser considerado consagrado. Shows devastadores que incluem o chamado “Wall Of Death” em sua maioria, diversas passagens pelo Brasil, mais de 20 anos de carreira e agora lança seu nono álbum de estúdio, mantendo sua fidelidade ao som que envolve bateria monstruosa, muito pedal duplo, riffs pesados e vocais gritados de altíssima qualidade.
Além de ser o nono álbum do grupo, este é especial por ser duplo e ter a maior duração de todos os seus lançamentos: 97:33. Pela dimensão, tem como se tornar cansativo? Jamais. A brutalidade da bateria e riffs fantásticos estão presentes em todos os momentos e, já na parte dois, uma surpresa fantástica: o único cover do álbum, que será mencionado posteriormente.
Por ser duplo, é divido em duas partes: a primeira, “Of Truth”, se inicia com a intro “March Of Retribution”, já sendo previsível que a faixa seguinte seria um estrago. Dito e feito. “Thoughts And Prayers” já começa quebrando tudo, estilo perfeitamente Heaven Shall Burn. Bateria destruidora, guitarra com toques melódicos no meio de tanto peso, incrível.
“Übermacht” tem uma leve impressão de que se começaria algo meio “eletrônico”, mas um riff pesado que fica cada vez melhor toma conta da música e traz todo seu peso acompanhado do tradicional veloz pedal duplo, que me ganha em toda música que escuto que tem essa característica. Posso afirmar que, para mim, uma música com guitarras com riffs “matados” e afinação mais “pesada” junto com pedal duplo é quase impossível de não gostar.
A maior música dentre as duas partes do CD, “Expatriate” é diferente de tudo que está presente anteriormente. Um estilo mais orquestral, muito bonito, por sinal, incluindo piano e um longo trecho falado em alemão.
Prestes a encerrar a primeira divisão do álbum, tem-se duas músicas extremamente pesadas, excelentes, “What War Means” e “Terminate The Unconcern” e se encerra com a instrumental “The Ashes Of The Enemies”, digna de encerramento de algum filme clássico.
A segunda parte, “And Sacrifice”, começa com “Children Of A Lesser God”, com guitarras bem melódicas, vocal que dispensa comentários e excelente linha de bateria. “La Résistence” lembra bastante o gênero “Neue Deutsche Härte”, que tem bandas como Rammstein, devido a presença de teclados e batida mais industrial. “The Sorrows Of Victory” é mais longa desta segunda parte, com 08:25 de duração e pode ser considerada bem progressiva, uma vez que se alterna bastante durante seu decorrer.
“Stateless” é rápida, violenta, uma pedrada, assim como a destruição chamada “Truther”, com menos de três minutos de duração. Em seguida, tem a grande surpresa que não tinha me tocado ao ver o tracklist: “Critical Mass”, cover do Nuclear Assault que teve sua afinação mais grave, gritos de deathcore e muita bateria rápida, absurdamente incrível.
Já chegando ao final, “Eagles Among Vultures” também mantém o estilo rápido e pesado, até que o álbum de 19 músicas e 97 minutos de duração se encerra com “Weakness Leaving My Heart”, em que sua primeira metade é outra digna de créditos de um filme, e a outra metade, peso e melodia, sem tanta velocidade, encerrando perfeitamente, “Of Truth And Sacrifice”.
Caio Siqueira Iocohama





