Endseeker – “Coffin Born” (EP) (2026)
Metal Blade Records
#DeathMetal
Para fãs de: Entombed, Dismember, Bolt Thrower
Texto por Lucas David
Nota: 8,0
Uma das minhas primeiras resenhas no Metal Na Lata foi do álbum Mount Carcass, do Endseeker, lançado em 2021. Na época, eu não conhecia a banda e me surpreendi com o som carregado do espírito do Death Metal sueco e do característico pedal HM-2, eternizado por bandas como Entombed e Dismember. Depois disso, acabei deixando a banda um pouco de lado até me deparar com seu mais recente e último lançamento, o EP Coffin Born.
A banda anunciou o encerramento de suas atividades e decidiu encerrar a carreira da mesma forma que começou, ainda em 2015, com o EP Corrosive Revelation. O novo trabalho traz quatro faixas inéditas e um cover bastante inusitado, que, ainda assim, funciona como uma despedida digna de uma banda com um som forte e marcante.
“Enemies of Peace” já começa com o pé no acelerador, entregando ótimos riffs de Ben e Jury, além de uma cozinha extremamente pesada, com excelentes linhas de baixo e uma bateria punitiva. A faixa conta com diversos solos espalhados por toda a execução, e o momento cadenciado, feito para bater cabeça, é extremamente pegajoso. “No After. No Before.” apresenta um som grandioso graças à parede sonora criada pelas guitarras. A bateria assume um ritmo mais frenético e o Death Metal sueco ganha ainda mais força nas passagens velozes, abrindo espaço para os vocais poderosos de Lenny no refrão.
A faixa-título aposta em um início de andamento médio e peso sufocante, alternando, em alguns momentos, para trechos mais rápidos. Ainda assim, o que reina aqui é a levada feita para quebrar pescoços e amassar crânios. Já “Life Breeds Death” é densa e extremamente pesada, mostrando a banda apostando em um groove monstruoso durante toda a sua execução.
Como mencionado, a última faixa é o cover de “True Survivor”, originalmente gravada por David Hasselhoff, que encerra o disco com a participação especial de Chris Harms, do Lords Of The Lost. Essa combinação funciona muito bem, unindo a voz mais rasgada de Lenny ao vocal limpo de Harms e criando um contraste perfeito. É uma forma diferente de fechar um trabalho tão pesado e, sendo a última oferta de uma banda tão extrema, a escolha poderia parecer arriscada. No entanto, o Endseeker acerta em cheio ao manter o espírito da versão original, mas imprimindo sua própria identidade.
Sendo uma parte importante do metal extremo alemão, o Endseeker sempre se manteve firme em sua missão de espalhar o Death Metal. Mesmo sendo um EP com apenas cinco faixas, Coffin Born representa o canto do cisne de uma banda que deixou sua marca no gênero e no metal mundial.





