Entrevista com Patric Belchior (Apple Sin)

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Seja por grupos de renomes como Sepultura, Overdose, Sarcófago e etc que Minas Gerais sempre foi um dos principais celeiros do nosso Heavy Metal. Desde 2012, o Apple Sin, vem comendo pelas beiradas e conquistando o seu espaço com muito trabalho e cada vez mais cravando seu nome na cena nacional. Batemos um papo com o vocalista Patric Belchior Resende, que contou todos os detalhes da trajetória que até aqui tem como ápice a abertura para o lendário show do Accept no ano passado. Confira!

Por William Ribas
Fotos divulgação

Metal Na Lata: O Apple Sin surgiu em 2012. Como foi a caminhada do grupo até o lançamento do seu auto intitulado álbum em 2017?

Patric Belchior Resende: Começamos como numa brincadeira e fizemos uma música apenas para participar de um concurso. Como a música ficou tão foda desistimos de participar do concurso e já começamos a nos focar em lançar um ep. Com isso vieram os shows e começamos a criar um nome na cena da região, até que aos poucos fomos crescendo, lançando o primeiro EP, veio o primeiro clipe “Fire Star”. Com a grande aceitação do público prosseguimos para o lançamento do nosso primeiro álbum de estúdio e concretizando o mesmo, lançamos os últimos dois clipes, “Apple Sin” e “Sea Of Sorrow”.

Metal Na Lata: Qual é o conceito por trás do nome da banda?

Patric Belchior Resende: O nome Apple Sin simboliza a concretização do primeiro pecado de Adão e Eva no conceito da maçã simbolizando o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. As letras das músicas demonstram guerras e problemas sociais, a queda dos anjos e a própria música tema que enfatiza a queda da humanidade. O Beto nosso guitarrista foi quem sugeriu o nome, de imediato todos gostaram. Acho que é um bom nome para uma banda de Heavy Metal.

Metal Na Lata: Num mercado tão concorrido, a banda entende que é de extrema importância a parte visual. Como vocês trabalham as ideias para os clipes?

Patric Belchior Resende: Com certeza. A parte visual é uma das maiores formas de apresentar uma banda assim como seu material. A parte do enredo fica por conta do Beto que desenvolve o projeto e a temática e repassa para o Philippe Belchior, meu irmão, que fica por conta das filmagens e edição. Mas na hora das filmagens todos acrescentam com suas ideias em geral.

Metal Na Lata: O primeiro álbum mostra as músicas calcadas no mais puro Heavy Metal. Além do Iron Maiden quais bandas você destacaria como influência para a banda?

Patric Belchior Resende: Cada um tem a sua influência, o que torna o som da banda não diria único, mas um Heavy com algumas partes Thrash. Cada integrante tem seu gosto musical em particular bem variado. O Beto por exemplo é fanático com Dream Theater, em quanto o Raul gosta de bandas nacionais como Overdose. Eu particularmente nem preciso falar, já que sou todo pintado pelo Eddie, do Iron Maiden.

Metal Na Lata: Por mais que tenhamos outras influências a tua voz é sempre comparada ao de Bruce. Como é isso para você e existe algum receio para que não role um certo exagerado na hora da gravação que possa prejudicar a tua imagem?

Patric Belchior Resende: O velho Bruce (risos). É logico que a influência sempre vai existir, mas tento não copiar o que ele faz e acho que tenho minha personalidade. Apesar de que o que lembra mesmo são os drives, e não acho que seja ruim ser comparado com ele, já que é o melhor do mundo sem sombra de dúvida.

Metal Na Lata: Após 1 ano do lançamento do álbum. Qual o balanço que fazem de toda a repercussão que o álbum obteve?

Patric Belchior Resende: Fantástica. Acho que não poderia ser melhor. Recebemos muitas críticas positivas de vários sites conceituados, incluindo na Europa. Poder trabalhar tanto em um disco e ver uma resenha em sites como Metal na Lata, Roadie Crew e etc. Mesmo que a crítica fosse negativa já valeria a pena. Pois já daria o conhecimento para corrigir possíveis falhas para um próximo disco. E você sair de um show pessoas virem pedir um autógrafo já vale todo o esforço.

Metal Na Lata: Algo bastante interessante, foi a inclusão do clipe música “Apple Sin”, na coletânea “The Metal Compilation Vol XV” que é distribuído para vários países pela Imperative Music. Como aconteceu o convite?

Patric Belchior Resende: O produtor da Imperative Music viu um clipe nosso no You Tube e se interessou pelo nosso som, propondo que participássemos do álbum. Quando ficamos sabendo quem estaria na coletânea tendo nomes de peso como Destruction, Death, Hamerfall entre outras bandas do mundo inteiro, Japão, Alemanha e Estados Unidos, ficamos extasiados e pensamos “POOORRA” essa brincadeira está ficando seria mesmo. (risos).

Metal Na Lata: E após o lançamento já deu para sentir o maior interesse pela banda vindo de fora?

Patric Belchior Resende: Com certeza. Já vimos vários comentários nas redes sociais de pessoas do México, Estados Unidos, Espanha e fora o Brasil inteiro que entra em contato com a gente. Seja para trocar uma ideia, seja para comprar o álbum ou contratar para shows.

Metal Na Lata: “All Against All” traz por trás do título um conceito que está literalmente explodindo por todos os lados do Brasil. Explique um pouco mais sobre o que cerca está composição?

Patric Belchior Resende: Realmente lembra um pouco do que está acontecendo no Brasil mesmo. Pois está todo mundo contra todo mundo. Brigas em redes sociais, conflitos familiares, tudo por causa de uma merda de uma política. Mas a música em si trata de outro assunto, pois esta composição faz parte do álbum conceitual que estamos trabalhando. Será uma história de terror no estilo King Diamond.

Metal Na Lata: Dois novos integrantes passaram a fazer da banda. Lucas Pinheiros (Bateria) que entrou no lugar de Eduardo Rodrigues e, Sérgio Silveira (Teclado). Qual o impacto que a entrada dos novos membros trouxe para a música do Apple Sin?

Patric Belchior Resende: Trouxeram um sangue novo para banda, muita garra e vontade de fazer a coisa acontecer mesmo. E digo que foi a melhor formação que a banda teve até hoje. O Lucas, por exemplo, é um cara que tem uma pegada monstra em quanto o Sérgio traz uma atmosfera sinistra. Não poderia estar melhor.

Metal Na Lata: Em outubro do ano passado, o Apple Sin abriu para uma das principais bandas de Heavy Metal, o Accept. Como foi a recepção do público perante ao show de vocês?

Patric Belchior Resende: Normalmente as bandas de abertura não são muito valorizadas, porque o público quer mesmo o prato principal, ainda mais esse prato sendo uma banda grande como o Accept. Já logo na primeira música já sabíamos que entramos com o jogo ganho. Tamanha receptividade do público. No meio do show você olha para o lado e vê Wolf e Peter Baltes conferindo o show e o público delirando aí você pensa, realmente essa “POOOORRA” ficou séria (risos). E fechando o show o mesmo público gritando “APPLE SIN” eletricamente além dos pedidos de autógrafos e fotos com o pessoal, realmente não teve preço.

Metal Na Lata: Ainda sobre abertura do Accept. Qual a principal lição que essa abertura de show deixa para o futuro do Apple Sin?

Patric Belchior Resende: Que não foi a primeira e que não será a última (risos). Falando sério agora. A lição é que nunca devemos desistir do nosso sonho. E que tudo que e feito com amor gera grandes frutos. E poder sentir e tocar com um som profissional abre bastante o campo de visão da banda. Aprendemos muito com o Accept também. Você já imaginou? Isso é uma história para contar para os netos (risos).

Metal Na Lata: Infelizmente, a forma como se ouve ou até mesmo se sente a música hoje em dia, mudou drasticamente, de um lado a internet aproximou e do outro afastou. Muitos fãs acham que dar likes nas páginas da banda é demonstrar apoio e se esquecem de ir a shows e comprar materiais, como você enxerga tudo isso?

Patric Belchior Resende: Eu e você somos das antigas que gosta de comprar o material físico e sentir o cheiro do disco, sentir o cheiro do encarte, ler as letras etc. Com certeza a internet ajudou e muito a divulgação das bandas e a aproximação do público, principalmente para as bandas menores, infelizmente acho que perdeu um pouco a magia de antigamente. Vamos dizer que foi bom e ruim ao mesmo tempo. Mas prefiro como antigamente. Uma pessoa que diz que é fã, tendo a oportunidade de ir a um show de sua banda favorita e não ir, acho que essa pessoa tem outro nome, menos de fã (risos).

Metal Na Lata: Quais são os planos para 2019?

Patric Belchior Resende: Fazer muitos shows, estamos gravando uma música do Iron Maiden para um tributo e finalizar o disco novo que com certeza vai estar mais foda que o primeiro, com mais peso e uma sonoridade um pouco mais agressiva.

Metal Na Lata: Obrigado pela entrevista, deixe uma mensagem final para nossos leitores.

Patric Belchior Resende: Eu que agradeço a oportunidade e acho que deveriam existir mais sites como Metal na Lata, que leva o metal a sério e dá uma grande oportunidade as bandas underground. Quero deixar um abraço a todos os leitores e fãs da Maçã.

Mais informações:

www.facebook.com/bandaapplesin

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