
Blaze Bayley, ame-o ou odeio-o. O britânico que teve a árdua tarefa de substituir o insubstituível Bruce Dickinson no Iron Maiden em 1994, durou pouco na banda, mas bastou para ser execrado pelos fãs mais xiitas da Donzela somente por não ser Bruce Dickinson. Ok, suas vozes são bem diferentes, mas a qualidade de Blaze é inegável e isso podemos ter a plena certeza em seus trabalhos solo pós- Iron Maiden. Muitos álbuns solo, diversas mudanças de formações, altos e baixos na vida pessoal e uma gigantesca montanha russa de emoções em sua vida fizeram com que Blaze repensasse sua carreira várias vezes, e com a atual formação voltou ao patamar onde nunca deveria ter saído. Fizemos uma pequena entrevista com o cantor que, por conta de tempo curto (preferimos achar que realmente foi isso) nos contou algumas curiosidades de sua carreira. Gostaríamos de abordar mais temas, principalmente o atual momento, novos trabalhos, álbum ao vivo, mas não foi possível, infelizmente. O motivo disso nunca saberemos, mas enfim, confira.
Por Sergiomar Menezes
Colaboração: William Ribas e Johnny Z. (introdução)
Fotos divulgação

Metal Na Lata: Primeiramente, obrigado por sua disposição em nos dar esta entrevista. É uma honra poder entrevistá-lo. Sua carreira solo está prestes a completar 20 anos, sem mencionar o período com Wolfsbane e Iron Maiden. Avaliando apenas a partir do ano 2000, o que o vocalista Blaze Bayley nos conta sobre o mundo do Heavy Metal, e se o estigma do “ex-vocalista” do Maiden o ajudou ou limitou seu trabalho?
Blaze Bayley: Eu tenho muita sorte em fazer parte do legado do Iron Maiden. Eu amei meu tempo na banda. Eu aprendi muito sobre composições e minha voz. É tão maravilhoso quando os fãs que conhecem meu trabalho com a donzela vêm ver meus shows solo e ouvir meus álbuns solo. Minha trilogia, “Infinite Entanglement”, não teria sido possível sem todas as lições que aprendi trabalhando com o Iron Maiden.
Metal Na Lata: Você acabou de completar a trilogia “Infinite Entanglement”. Quão trabalhoso foi fazer este projeto? E de alguma forma o seu período no Iron Maiden influenciou as composições de seus álbuns?
Blaze Bayley: A trilogia “Infinite Entanglement” é meu maior trabalho. Estou tão orgulhoso do jeito que isso aconteceu. Eu sou um artista independente e underground. Os amigos da minha família, a gerência e os músicos maravilhosos com quem consegui trabalhar contribuíram para esse sonho impossível e o ajudaram a se tornar realidade.

Metal Na Lata: Sua passagem pelo Maiden rendeu dois trabalhos de estúdio. “The X-Factor”, que é um álbum muito bem recebido pelos fãs e “Virtual XI”, que não teve o mesmo tipo de aceitação. Na sua opinião, o que diferencia esses trabalhos, já que estamos falando da mesma banda? E complementando, durante as gravações você já percebeu um clima diferente entre os outros membros?
Blaze Bayley: Há grandes músicas emocionais em ambos os álbuns que eu estive envolvido. O “The X-Factor” era muito mais sombrio, acho que muitos fãs se conectaram a esse clima e encontraram uma espécie de consolo. O álbum “Virtual XI” é mais “brilhante”, então eu acho que isso realmente depende de qual álbum os fãs ouviram primeiro para saber sobre o que eles mais gostam. É realmente bom ver o Bruce de volta ao Maiden fazendo performances tão boas. Isso me deu uma oportunidade maravilhosa de fazer a trilogia atual e meus outros álbuns solo. Desejo a todos eles muito sucesso.
Metal Na Lata: Nós sempre ouvimos muitas histórias sobre sua saída do Iron Maiden, mas eu prefiro perguntar qual é a sua melhor ou mais engraçada recordação dos dias em que esteve à frente dos vocais da banda?
Blaze Bayley: Eddie caiu algumas vezes no palco da turnê “X-Factor” nos últimos shows. Foi uma longa turnê.Acho que ele devia estar muito cansado. Eu tive um acidente de moto e a quilometragem foi 666 no velocímetro (risos).
Metal Na Lata: Gostaria de lhe agradecer mais uma vez a entrevista e dizer que o respeito e admiro muito pela sua “libertação” do Maiden, você não define a sua carreira, e especialmente a sua vida, como “eterno” ex- Iron Maiden. Isso mostra que seu talento é tão grande quanto seu caráter. Obrigado, mais uma vez e deixe uma mensagem para seus fãs no Brasil.
Blaze Bayley: Eu sou um artista underground e independente. Meus fãs me apoiam e isso significa que eu posso viver meu sonho de ser um cantor de heavy metal em tempo integral. Eu tenho muita sorte de ter fãs maravilhosos de apoio. Por favor visite www.blazebayley.net para saber mais sobre meus álbuns solo e datas da turnê.
Mais informações:
www.blazebayley.net
www.facebook.com/officialblazebayley
…::: ENGLISH VERSION :::…

Metal Na Lata: First of all, thank you for your willingness to give us this interview. It’s an honor to be able to interview you. Your solo career is about to turn 20, not to mention the period with Wolfsbane and Iron Maiden. Evaluating just from the year 2000, what does vocalist Blaze Bayley tell us about the Heavy Metal world, and if the stigma of Maiden’s “former vocalist” has helped you or did you limit your work?
Blaze Bayley: I’m so lucky to be a part of the iron maiden legacy. I loved my time in maiden. I learnt so much about songwriting and my voice. It is so wonderful when fans that know my work with maiden come to see my solo shows and listen to my solo albums. My trilogy, “Infinite Entanglement”, would not have been possible without all the lessons I learned working with Iron Maiden.
Metal Na Lata: You have just completed the “Infinite Entanglement” trilogy. How laborious was it to do this project? and somehow did his Iron Maiden period influence his album compositions?
Blaze Bayley: “Infinite Entanglement” trilogy is my greatest work. I’m so proud of the way it has come together. I am an underground independent artist. My fans family friends and management and the wonderful musicians I’ve been able to work with have all contributed to this impossible dream and helped it become a reality.

Metal Na Lata: Your passing by Maiden yielded two studio works. “The X-Factor,” which is an album very well received by fans and “Virtual XI”, which did not have the same kind of acceptance. In your opinion, what differentiates these works, since we are talking about the same band? And complementing, during the recordings did you already perceive a different climate between the other members?
Blaze Bayley: There are big emotional songs on both Iron Maiden albuns I was involved with. “The X-Factor” was much darker, I think many fans connected to that darkness and found a kind of solace. “Virtual XI” album is brighter so i think it really depends which album fans heard first as to what they like best. Its really nice to see Bruce back in Maiden doing such great performances. It has given me a wonderful opportunity to make “Infinite Entanglement” trilogy and my other solo albums. I wish all the guys in Maiden great success.
Metal Na Lata: We’ve always heard a lot of stories about her leaving the Maiden, but I’d rather ask what her best or funniest recollection of the days she was on the freight of Maiden’s vocals?
Blaze Bayley: Eddie fell over a couple of times on “The X-Factour” on the last couple of shows. It was a long tour. He may have been very tired. I had a motorcycle accident and the mileage was 666 on the trip meter.
Metal Na Lata: I would like to thank you again for the interview and say that I respect and admire you very much for your release from Maiden, you do not set your career, and especially your life, as an “eternal” former Iron Maiden vocalist. It shows that his talent is as great as his character. Thank you, once again and leave a message to your fans in Brazil.
Blaze Bayley: I’m an independent underground artist. My fans support me and that means i can live my dream of being a full time heavy metal singer. I’m so lucky to have such wonderful supportive fans. Please visit blazebayley.net to find out more about my solo albums and tour dates.





