Metal na Lata

Evil Invaders – “Shattering Reflections” (2022)

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Evil Invaders – “Shattering Reflections” (2022)

Napalm Records | Shinigami Records
#SpeedMetal #HeavyMetal #ThrashMetal

Para fãs de: Exciter, Razor, Skull Fist, Agent Steel, Enforcer, Angelus Apátrida, Gama Bomb

Texto por Johnny Z.

Nota: 8,0

A banda belga Evil Invaders é uma fervorosa adepta do lado mais clássico do Speed Metal, mergulhando (apenas um pé) no Thrash Metal, compartilhando influências de bandas como Exciter, Agent Steel, Raven e Overkill (antigo). No entanto, não se encaixam completamente no movimento, se é que vocês me entendem. A porcentagem de Speed é notavelmente maior do que a do Thrash, pelo menos na minha percepção.

“Shattering Reflection” marca o terceiro capítulo na carreira da banda, entregando exatamente o que se espera de um grupo desse calibre: energia, vitalidade e um equilíbrio cuidadoso entre faixas velozes e cadenciadas, todas carregadas com uma técnica impressionante e coesão excepcional. Mesmo sendo uma banda relativamente nova, formada em 2007, e com seu primeiro EP lançado em 2013, é evidente que os músicos conhecem bem o terreno que estão explorando, não se intimidando perante bandas veteranas, pois eles estão muito acima da média.

Ao longo das 10 faixas, somos envolvidos por uma explosão agressiva de Speed Metal desde o início, com riffs ornamentados e um groove eletrizante. Ao mesmo tempo, percebemos que é um trabalho acessível, com toques leves de sonoridades mais Hard Rock e/ou Glam Metal, sem medo de ser autêntico, fiel às suas raízes e sem se importar com críticas infundadas pela internet.

A faixa de abertura, “Hissing In Crescendo”, estabelece a intensidade com vocais estridentes e potentes de Joe Van Audenhove, além de galopes rítmicos repletos de guitarras frenéticas, destacando-se pelos riffs e solos extremamente criativos e envolventes.

“Die For Me” é mais voltada para o estilo old school, ideal para ser apreciada em apresentações ao vivo, apresentando influências marcantes de bandas como Agent Steel, Enforcer e até mesmo um toque de Wasp, indo de encontro ao que foi mencionado anteriormente. A diversidade do álbum é evidente em “In Deepest Black”, uma balada emocional com forte influência de Queensryche, criando um contraste direto com a selvageria de “Sledgehammer Justice”, uma das faixas mais rápidas e intensas do disco. Em minha modesta opinião, ela se destaca como uma das melhores, mantendo a intensidade elevada, mas com uma dose significativa de melodia.

A abertura de “Fast, Loud ‘N’ Rude” introduz um toque leve e animado, mas a faixa se desenvolve em algo técnico e nada convencional. Posteriormente, em “Forgotten Memories”, temos a conhecida mudança de ritmo, lembrando Black Sabbath, carregada, melancólica e sombria. A pancadaria retorna com a longa “Eternal Darkness”, “My World” e a ardente “The Circle”, que encerra o álbum da mesma forma que começou: com energia e muito ‘headbangin’ a todo vapor.

Se você é fã de Heavy Metal mais clássico, aprecia a velocidade do Speed Metal e gosta de um peso que não seja tão violento, demoníaco e sujo, mas igualmente agressivo, eis a sua banda!

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