
Fred Mika – “Withdrawal Symptoms: The Thirty Three Years Celebration” (2018)
MusiK Records
#HardRock, #AOR, #HeavyRock
Para fãs de: Nazareth, Sunroad, , King Company, Marenna
Nota: 9,5
Fazendo parte de uma das principais bandas de Hard Rock desse pais, Sunroad, o baterista Fred Mika, acaba de colocar no mercado o seu primeiro trabalho solo. Em “Withdrawal Symptoms – The Thirty Three Years Celebration”, entrega exatamente o que título do álbum diz, uma celebração e para foi constituído uma grande constelação de vocalistas com talentos impares, que ajudaram dar um charme a mais nessa obra.
Além de Mika, o companheiro de SunRoad, André Adonis, esteve a frente desta empreitada ajudando nas composições e gravações dos instrumentos e vocais. Outros vocalistas que fizeram parte do projeto são Carl Dixon (April Wine, The Guess Who), Michael Voss (MSG, Phantom 5), Haig Berberian (DogMan), Daniel Vargas (Adellaide) e Rodrigo Tito Vasconcellos, Rod Marenna (Marenna), Steph Honde (Hollywood Monsters) e Mario Pastore (Pastore), todos os participantes deixaram s sua marca e características.
São 11 faixas, que primam pela qualidade e é extremamente difícil destacar algumas que se sobressaem, o trabalho é coeso e cheio de feeling, por hora pesado, por outra mais leve, levando há vários horizontes e sensações. O início calmo com pegada a lá Deep Purple e Dire Straits, com Carl Dixon a frente é extremamente empolgante, com melodias grudentas e refrõess que a tornam uma típica faixa de FM, “Silence In Heaven” vem de forma cadenciada e consta com o ótimo dueto entre Marenna e Adonis, combinando muito bem a voz limpa de um com a voz rouca do outro.
O momento mais épico, que chega a tirar lagrima do ouvinte vem da linda versão acústica para “First Day Without You, que aparece originalmente no terceiro álbum do Sunroad, “Flying N´Floating”, aqui a versão ganha um toque intimista, apenas violão e voz, que até mesmo a tua voz vai pedir o repeat, Vargas e Tito dão um show de interpretação, deixando tudo bem emocional. As faixas mais pesadas ficaram para o fim, em “Dawning Of Aquarius”, temos peso, groove, solos rápidos e Steph soando de forma genial. Já em “Second Skin Arena”, as primeiras notas nos remetem aos trabalhos solo de Bruce Dickinson, e quando Mario Pastore começa a cantar por algum instante você tem a certeza, sim, Bruce está aqui, tamanha a semelhança, mas ao mesmo tempo ao decorrer encontramos as características que fazem parte da carreira solo de Pastore,
O fechamento fica por “Miss Misery”, cover da banda Nazareth, e ai já correr para o abraço, o jogo já está mais do que ganho. Um excelente disco que merece estar em sua coleção! Compre o cd, apoie nossos músicos e nossa cena.
William Ribas




