Metal na Lata

Funeral Sex – “The Gods Put The Demons On Earth” (2022)

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Funeral Sex – “The Gods Put The Demons On Earth” (2022)

Heavy Metal Rock
#StonerMetal #StonerRock #DoomMetal

Eu posso estar enganado, mas acho que o Stoner Metal é um dos subgêneros mais aclamados pela maioria que tenho amizade, incluindo músicos. Não é por menos essa premissa, pois o estilo engloba várias características cativantes, assim como desenvolve um tipo de som relaxante e viciante.

A banda Funeral Sex está em seu segundo álbum (sem contar seu ótimo EP de estreia) e ao meu ver evoluiu sua musicalidade com canções que viciam até mesmo o mais desatento aos seus toques acessíveis e atuais, além de não deixar de agradar obviamente a velha guarda dos gêneros praticantes.

Com uma produção eficiente, “The Gods Put The Demons On Earth” soa cru e viajante no mais puro sentido, onde podemos notar influências diversas de grandes nomes dos anos 70 e 80 (alguém disse Black Sabbath???), apresentando momentos realmente prazerosos de se curtir em alto e bom volume, e contemplando as suas raízes diversas. E sim, é possível também encontrarmos em alguns momentos pitadas de sons característicos dos anos 90 e até mesmo atmosféricos

Formado em 2013, o trio de Rio Claro (interior de São Paulo) tem um formação eficiente contando com Vladimir Matheus (Mordeth/vocal), Thaís Pancheri (baixo) e Baxos Rokiaa (bateria), que unem feeling (de sobra), certa técnica e riffs que entram em sua mente como verdadeiras viagens para as profundezas dos pensamentos mais longínquos.

Com vocais característicos dos estilos, bateria bem marcada e linhas de baixo contagiantes, parece que tudo foi feito com intuito de prender o ouvinte sem discussão, até porque acho difícil alguém não curtir o contexto no geral, mas, os chatos de internet existem e sempre aparecem, né?! (risos).

Ao todo são 9 faixas com bastante criatividade e muita dedicação de ambos músicos, e vale destacar ainda que mesmo com algumas faixas passando dos 4 minutos e meio de duração, outras na média de 6 minutos e uma delas acima dos 9 minutos, o álbum soa de forma natural e dinâmica para os ouvidos, sem forçar a barra.

Destacar uma delas? Acho difícil, pois todas soam tão bem estruturadas que a viagem musical precisa ser apreciada por completo, em uma bela poltrona ou ao pegar uma estrada longa, de preferência ao entardecer. Dias chuvosos ou nublados, também viu! (risos).

Viciante é a palavra certa por aqui! Vintage e moderno caminhando junto!

Marcus Vinícius Santana

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