Gaahls Wyrd – “Braiding The Stories” (2025)

Gaahls WYRD
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Gaahls Wyrd – “Braiding The Stories” (2025)

Season Of Mist
#BlackMetal #EsotericBlackMetal #ExtremeMetal #FolkMetal

Para fãs de: Borknagar, Enslaved, Trelldom

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

Alguns artistas ficam para sempre entrelaçados a algum projeto ou banda que fizeram parte ou ajudaram a criar. Por conta disso, quando algum desses tenta se aventurar em um subgênero diferente, por exemplo, ele acaba carregando o peso de seus trabalhos anteriores, principalmente no Black Metal.

O vocalista Kristian Esteval (também conhecido como Gaahl), com sua célebre linhagem “sultão-sobre-Satanás”, provavelmente terá para sempre seus projetos vinculados à vasta e cada vez mais difícil cena Black Metal – para o bem e para o mal. Por um lado, essa associação garante uma base de fãs pronta que provavelmente gravita em torno das produções de Gaahl, mas também possivelmente o impede de atrair um público mais amplo e diverso.

Sim, o Gaahls Wyrd ocasionalmente flerta com certas modalidades de Black Metal, mas rotular a banda como um projeto do gênero é minimizar tudo o que o artista faz hoje em dia. O melhor, para um entendimento geral, seria pensar nos toques mais sombrios da banda como um mero tempero, enquanto o Darkwave, o Folk melancólico e o Post-Rock teatral constituem a base da fórmula da banda, com resultados sombrios, comoventes e paradoxalmente cativantes presentes em seu novo disco, “Braiding The Stories”, via Season of Mist.

“Braiding The Stories” dá uma guinada inesperada ao incorporar o já conhecido som do Gaahls Wyrd ao rock gótico dos anos 80 e 90, entregando uma vibe mórbida e fascinante de terror vitoriano. Projetado para ser ouvido como uma peça única, o álbum revela momentos que se entrelaçam em diversas faixas, resultando em uma experiência não apenas coesa, mas também uma viagem que conduz o ouvinte por passagens calmas e sussurradas, como em “The Dream” e “And the Now”, além de trechos mais cinematográficos, como em “Voices in My Head” e na faixa-título, que amplia ainda mais a sensação de jornada com suas diversas camadas, mudanças de andamento e solos melódicos.

Para os fãs dos antigos trabalhos de Gaahl no Black Metal, “Time and Timeless Timeline” arranha a superfície desse gênero com ótimos riffs em tremôlo, bateria com bumbo duplo e vocal fantasmagórico. O álbum se encerra com “Flowing Starlight” em uma pegada mais Goth Rock, com guitarras marcantes e um trabalho vocal hipnotizante, além de algumas batidas mais dançantes.

Este é um álbum indicado para fãs de Post-Metal como o presente em “A Deeper Kind of Slumber”, do Tiamat, e “Lost in Reverie”, do Peccatum. Mesmo analisando as músicas individualmente e destacando seus melhores momentos, “Braiding The Stories” deve ser apreciado como um todo, como parte de um ritual. Deixe de lado quaisquer barreiras em relação ao líder da banda e ouça este que é um dos grandes trabalhos do ano.

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