Ghost – “Prequelle” (2018)

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Ghost
 
“Prequelle” (2018)

Loma Vista Recordings
#HeavyMetal#HeavyRock#OccultRock#PopRock

Para fãs de: Mercyful FateDepeche ModeDeep Purple

Nota: 9,0

A ascensão da popularidade do Ghost é algo fora de série nos padrões atuais da indústria da música. O que o eles têm que outras não têm para chegar onde chegaram? Uma pergunta difícil de se responder sem que entremos nos âmbitos de carisma e teatralidade. No começo da banda, com seu “Opus Eponymous” (2010) chamou-se mais atenção pelo visual pois sua sonoridade não fedia nem cheirava, nos remetendo a uma mescla entre Mercyful Fate com Deep Purple. Mas depois foram absorvendo cada vez mais influências do Pop oitentista sem perder o lado oculto de suas letras em “Infestissumam” (2013) e sem descambar para algo comercial mantendo a essência do Heavy/Rock como pilar central, vide o excelente e pesado “Meliora” (2015).

“Prequelle” é o tipo de disco que cativa do começo ao fim, mostrando claramente uma evolução ainda maior incorporando ainda mais aqueles toques clássicos do Pop com refrões e riffs tipicamente grudentos como o Scorpions faz com maestria até hoje. Um bom exemplo disso é a maravilhosa “Dance Macabre”.

Os toques de Doom e Gothic Metal mais soturnos cederam um espaço para algo mais “alegre”, mais New Wave, mas não menos profundo e oculto.

Está mais pesado que “Meliora”? Não, mas está mais Rock/Metal que o grudento e meio insosso “Infestissumam”, somados a uma aura mais branda, mais elegante e cheia de classe, orquestrações e teclados climáticos. Resumindo, a técnica do instrumental está anos luz em relação ao que ouvimos nos dois primeiros álbuns, logicamente por conta das muitas mudanças de formação que ocorreram até de forma nada amigável. Mas isso não importa, não sabemos quem é quem na banda mesmo, com exceção do chefão.

Temos que tirar o chapéu para Tobias Forge (vulgo Papa Emeritus) pois o cara teve e tem colhões para fazer com que até o mais ‘tr00zão’ dos “metaleiros” caiam de joelhos pela sua banda mesmo com tanta acentuação Pop. Aliás, existe alguma regra que diz ser impossível ou errado gostar de Metal e ao mesmo tempo de Pop? Não, então mergulhe de cabeça em “Prequelle” pois você vai se deslumbrar. Até um maravilhoso solo de saxofone aparece na belíssima instrumental “Miasma”, que mesmo com seus 6 minutos de duração não cansa, pelo contrário, passa até rápido demais.

Os pesos pesados são “Rats” (nasceu clássica), a excelente e pesadíssima “Faith” (uma das melhores no quesito Metal no disco), “See The Light” e “Witch Image” com seus toques New Wave e um certo peso nas guitarras que (mais uma vez) cativam, na instrumental fabulosa “Miasma”, e o soberbo cover de “It’s A Sin” (Pet Shop Boys) que vai te deixar de queixo caído!

Algumas faixas mais lentas como “Life Eternal” e a arrastada e instrumental (sim, mais uma) “Helvetesfönster” dão uma quebrada um pouco no clima majestoso, mas não compromete.

Melodia, Rock, Pop, Metal, Gothic, Doom, New Wave, chamem do que quiser, o que importa é que tudo que você procura está nesse disco que, sem dúvida nenhuma, figurará nas listas de melhores do ano por aí. Deixe de ser babaca e abra essa sua cabecinha fechada, pois o Ghost vai te viciar de uma forma irreversível!

Johnny Z.

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