Gotthard – “Silver” (2017)

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Gotthard “Silver” (2017)
G-Records

Nota: 8,0

E os suíços do Gotthard resolveram comemorar seus 25 anos de estrada com um álbum de inéditas. Sim, diferente de algumas bandas que fazem álbuns de regravações, lançam trabalhos acústicos ou ainda colocam no mercado trabalhos ao vivo que de “ao vivo” tem muito pouco, o grupo resolveu comemorar essa importante data dando ao álbum o nome “Silver”, numa clara referência às “Bodas de Prata”. E o que esperar desse trabalho? Simples: a mesma classe e categoria que a banda sempre demonstrou, trazendo aquele hard rock bem peculiar, fortemente influenciado pelos anos 70 (Deep Purple e Led Zeppelin à frente). Mesmo tendo sofrido em sua trajetória uma perda de grandes proporções (o saudoso vocalista Steve Lee morreu em um trágico acidente em 2010), o grupo resolveu seguir em frente e chega agora ao terceiro cd contando com o competente e carismático vocalista Nic Maeder.

Mas, uma coisa é preciso dizer que, o cérebro e alma do grupo atende pelo nome de Leo Leoni. O talentoso guitarrista, esbanja técnica e bom gosto, usando e abusando de riffs repletos de feeling, mostrando que, como sempre, a música deve falar mais alto. Ao seu lado, Freddy Scherer, que não fica atrás no que diz respeito á técnica. Já a cozinha, conta com o baixista Marc Lynn e com o baterista Hena Habegger, que tem uma pegada pesada, o que cria um diferencial, pois alia peso e técnica de forma eficiente. A produção ficou por conta de Leo Leoni em conjunto com Charlie Bauerfeind, e não é preciso dizer que ficou na medida certa. Se você procura um hard rock “clássico” e bem feito, “Silver” é mais que indicado!

A abertura com a faixa “Silver River” traz aquele toque 70’s, mas para os lados da turma que consagrou Ian Gillan e sua turma. Já a segunda faixa, “Electrified” tem sua atmosfera voltada á mesma década, mas adotando outra linha de composição em sua estrutura. Ao todo, 15 faixas que passeiam por pegadas totalmente hard/classic rock indo de encontro á belas baladas (uma das especialidades da banda), se fazem presentes. Dentre elas, podemos destacar “Stay With Me” (uma “power ballad”, com guitarras interessantes), “Everything Inside” (pesada e que mostra a veia “heavy” do batera Hena Haberger), “Not Fooling Anyone” (acústica), “Tequila Symphony n° 5” (hard rock europeu como só a turma das gélidas terras sabe fazer), “Why” (uma balada digna de figurar entre as grandes já compostas pela banda), o hard rock classudo de de “My Oh My”, a acelerada ” Blame on Me” (ah.. o AC/DC segue fazendo escola…) e o final com “Customized Lovin'” com um teclado que… bem, escute que você vai reconhecer de onde ele vem.

Em resumo, se a intenção era comemorar 25 anos sem querer se prender ao passado, o Gotthard conseguiu com sobras. Aliás, o que o grupo apresenta aqui, nos leva a crer que tem lenha pra queimar pelo menos até os 50. Se isso acontecer, os fãs, não apenas de rock, mas da música feita com classe agradecerão!

Sergiomar Menezes

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