Gus G. – “Quantum Leap” (2021)

Gus G - Quantum Leap
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Gus G. “Quantum Leap” (2021)
AFM Records | Shinigami Records
#HardRock, #HeavyMetal, #MelodicMetal

Para fãs de: Joe Satriani, John Petrucci, Steve Vai, Marty Friedman, Tony MacAlpine

Nota: 7,5

A “prisão domiciliar” criada pela pandemia acabou sendo um catalisador de criatividade dos músicos já que eles tiveram tempo para escrever e gravar novos trabalhos.

Desse período surgiu uma multiplicidade de emoções que Gus G. (Firewind, Mystic Prophecy, Dream Evil, Nightrage, Arch Enemy e Ozzy Osbourne), nascido Konstantinos Karamitroudis, colocou em seu novo álbum solo (em versão simples e dupla) “Quantum Leap” tendo Dennis Ward e Jan-Vincent Velazco na cozinha, completando o “power trio”.

Eu imaginava que seria aquele álbum de guitarrista em que tudo é igual, mas Gus G. evita essa armadilha e nos traz um álbum mais eclético do que comumente ele é conhecido. Com canções como o sensacional trio de abertura (“Into the Unknown”, “Exosphere” e a faixa título), o quase Blues de “Enigma Of Life”, a simplicidade sonora de “Not Forgotten” e os sintetizadores da “Rockyesqua” “Night Driver”, Gus G. impressiona pela versatilidade, mas ainda tende bastante para o metal com “Judgment Day”, “Demon Stomp”, a descomunal “Fierce” entre outras e conta com Vinnie Moore na sessão de extravagância técnica de “Force Majeure”.

Na versão dupla, o segundo cd, gravado em Budapeste, traz performances da turnê do último álbum em que Gus G demonstra todo seu talento (as covers são as melhores partes).

“Quantum Leap” é diverso, mas uniforme, com seus ganchos, riffs, cozinha e solos habilmente tocados, enquanto a mixagem e masterização de Dennis Ward não deixa nada fora do lugar, fazendo com que a guitarra seja o centro das atenções.

Não há nenhuma dúvida sobre o talento impressionante e amplo de Gus G. e enfatizo que o álbum possui algumas melodias e riffs excelentes, mas talvez seja eu que esteja ficando velho ou mal humorado, pois tenho a impressão de “Quantum Leap” possuir muita mais técnica do que emoção.

Embora não seja um álbum para ser ouvido “infinitamente”, vale a pena dar a ele algumas chances e os fãs de Metal Melódico irão gostar bastante.

João Paulo Gomes

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