Hate – “Rugia” (2021)

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Hate“Rugia” (2021)
Metal Blade Records

#BlackMetal, #BlackenedDeathMetal

Para fãs de: Behemoth, Belphegor, Necrophobic

Nota: 8,0

Vindos diretamente das profundezas mais escuras de Varsóvia, o Hate apresenta ao público seu mais novo disco, o 12° da carreira, Rugia que vem também na comemoração de 30 anos da banda. A banda Hate foi formada em 1990 pelo guitarrista e vocalista “Adam The First Sinner”, pelo guitarrista Qack e o baterista Mittloff. Entre 1990 a 1995, a banda gravou 3 demos: Aborrence (1992), Evil Art (1994) e Unwritten Law (1995). No ano de 1996, assinaram contrato com a primeira gravadora, Novum Vox Mortiis, com quem lançou os seus dois primeiros álbuns Daemon Qui Fecit Terram (1996) e Lord Is Avenger (1997).

Eles ganharam notoriedade com o álbum Anaclasia em 2005, sendo este lançado pela Empire Records. Esse era o indicativo de que a banda estava construindo sua identidade, com letras bem estruturadas, apostando num som mais melódico das guitarras sem perder o lado mais técnico.

Rugia vem no embalo do álbum anterior, Auric Gates Of Veles (2019) que construiu uma base sólida para esse novo álbum, que traz a sensação de desgraça iminente desde seus primeiros riffs. Utilizando uma pegada anos 2000 do Behemoth, nas partes mais melódicas, o disco consegue capturar a parte mais sombria e pensativa do gênero.

Musicalmente ele continua com a mesma aura do disco anterior, entretanto com uma injeção a mais de Death Metal, graças ao mais recente recruta Daniel “Nar-Sil” Rusilowicz que traz novos tons de inspiração a banda. Aliado a isso temos o excelente trabalho de baixo de Tiermes que forma uma base sólida para que os riffs de guitarra de ATF Sinner e Dominik “Domin” Prykiel sejam épicos e melódicos, nos moldes dos primeiros álbuns do Immortal.

Falando das músicas, a faixa-título abre o disco com um introdução bem atmosférica com o toque da bateria ditando o ritmo, e logo se transforma em uma avalanche Black Metal com os vocais soando monstruosos. Ela ainda tem um dos melhores solos do disco todo.

“Exiles of Pantheon” é carregada de riffs, com a bateria novamente sendo um destaque, caprichando nos blast beats. A faixa entra em uma parte mais cadenciada logo antes do solo, mas que finaliza com a mesma velocidade inicial.

“Awakening The Gods Within” é velocidade pura no começo, com um solo que serve para arrancar sua alma do corpo e vendê-la à banda. Ela entra passa também por uma parte mais cadenciada, mas volta rápido para a velocidade. Com um riff de guitarra bem próximo ao que o Behemoth faz essa é, para mim, a melhor faixa do disco. “Velesian Guard” e “Sun Of Extinction” são as faixas mais fortes do álbum, incorporando uma gama vibrante de elementos atmosféricos e uma melodia épica e assustadora.

Rugia é um ótimo disco, ele traz muitos elementos conhecidos dos amantes do metal extremo, com riffs ligados ao Black Metal e levadas a lá Death Metal, mesmo que um pouco mais diferente que seus discos anteriores. Não que isso soe negativamente, e sim positivo, já que é um álbum que merece a audição, com uma viagem direta aos cantos mais obscuros do metal.

Lucas David

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