Haze Mage – “Chronicles” (2019)

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Haze Mage – “Chronicles” (2019)
Grimoire Records
#DoomMetal, #StonerMetal, #StonerRock

Para Fãs De: Saint VitusDirty GraveKyuss

Nota: 7,5

“Chronicles”, álbum de estréia do quinteto americano Haze Mage, nada tem, tão pouco acrescenta algo de novo, mas ainda sim consegue surpreender positivamente, justamente por não se valer da pretensa promessa de “salvação” ou do discurso surrado de: “somos originais.”

O que ouvimos no álbum, é o bom e velho, Stoner/Doom, feito de forma simples e direta, mas não isento de algumas surpresas e experimentações.

Riffs que vão de Tony Iommi até Kyuss, peso descomunal em algumas faixas, lapsos de Heavy Metal tradicional em outras, e noutras, pancadarias viscerais típicas do Stoner Metal.

“Haze Mage” (faixa), “Storm Blade” e “Bong Witch”, são bons exemplos do último caso, aliás é válido repetir “Storm Blade” — adrenalina pura, com um show à parte dos guitarristas Kevin Considine e Nick Jewett junto ao baterista John De Campos.

“Fire Wizards” traz o Doom aos eixos, embora seja um pouco rápida demais para os padrões do mesmo, “Corpse Golem” segue a anterior, com mais peso e dessa vez, com a morosidade característica do gênero, assim como a seguinte, “Priest Of Azathoth”, uma das melhores de todo disco junto a já citada, “Storm Blade”.

A estranheza e o desconforto surgem em “Harbinger”, que tinha tudo pra ser uma das melhores, mas algo não convence e ainda consegue ser piorado, um Stoner viril (risos), chapado como deve ser, que de forma abrupta vira um Death Metal (?), tornando a ser Stoner e depois virando Death Metal (?) novamente, nada contra experimentações, mas gosto do meu Doom Metal, sendo Doom Metal, como gosto do Stoner sendo Stoner, e essa “surpresa”, infelizmente não foi das mais agradáveis.

Por fim, temos “Dread Queen” que contém a melhor interpretação do vocalista Matthew Casella, beirando a teatralidade; uma composição realmente muito boa, que tendo três ou quatro minutos a menos, seria perfeita.

Um bom disco de estréia, com poucas falhas e poucas quedas de qualidade, alguns exageros, mas nada que não possa ser corrigido no próximo.

Fábio Miloch

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