Hell Freezes Over – “Hellraiser” (2020)

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Hell Freezes Over“Hellraiser” (2020)
Carnal Beast
#ThrashMetal#HeavyMetal

Para fãs de: Iron Maiden, Overkill, Megadeth

Nota: 9,0

Seriados como Jaspion e Changeman foram uma verdadeira febre, inclusive, muitos jovens há mais tempo, como este que vos escreve, se tornaram fãs do entretenimento japonês em geral. No meu caso, o gosto pela cultura nipônica não ficou só nos combates de heróis contra monstros intergalácticos, passei, a ter interesse por animes, mangás, filosofia, espiritualidade, história e obviamente, pela música – me tornando um fã do J-rock, ou Visual Kei – que é o estilo predominante no Japão.

Ao receber o disco “Hellraiser” dos japoneses do Hell Freezes Over, logo pensei: “Será que seguem o estilo de bandas consagradas na terra do sol nascente, como X Japan ou Dir em Grey?” Não!!! Não seguem! Na realidade, fui contemplado com o estilo metálico ocidental dos anos de 1980, onde, a banda procura traçar um paralelo entre a New Wave of a British Heavy Metal (NWOBHM) e o Thrash Metal Americano, da Bay Area.

O álbum de estreia dos japoneses, começa com a música título seguido por “Roadkill”, que tem uma pegada bem Iron Maiden em seus primeiros discos. O vocal do jovem Treble “Gainer” Aidysho é bem parecido com o do eterno ex-Iron Maiden, Paul Di’Anno.

Para quem curte um som mais rápido, característica do bom e velho thrash metal, temos “Hawkeye”, “Burn Your Life” e “Overpressed”. É notória a influência de bandas como Megadeth, Pantera e Overkill neste trabalho, que tem como destaque o entrosamento dos guitarristas Hirotomo e Hyoto.

A instrumental “The Eternal March of Valor”, que encerra “Hellraiser”, tem mais de sete minutos e um clima parecido com a clássica “The Ides of March”, música, que abre o lendário álbum “Killers”, do Iron Maiden. Estamos falando de uma música com cadência alternada, porém, a sonoridade da gravação me lembrou a NWOBHM dos anos de 1980.

O curioso fica por conta da idade dos músicos do Hell Freezes Over. Todos nasceram na década de 1990 e não vivenciaram a cena metálica de 30/40 anos atrás, porém, os caras conseguiram executar o estilo com maestria, alegrando os saudosistas de plantão. Será que o Heavy Metal está na genética humana? Brincadeiras à parte, “Hellraiser”, é um trabalho muito legal, que nos mostra que o bom e velho heavy metal não está morto e se depender dos japoneses, terá vida longa!

Bruno Duarte

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