
Hylidae – “Unbreakable Curse” (2021)
Sangue Frio Records
#DeathMetal, #BlackMetal, #ThrashMetal
Para fãs de: Carcass, Immortal, Torture Squad
Nota: 8,0
Esta surpreendente banda vinda de Rio Branco, no Acre, prova que lá tem muito metal pesado e de qualidade!
Nomeada Hylidae, nome de uma família de anfíbios (a tradicionalmente conhecida “perereca”) é uma escolha deveras curiosa. A banda tem em sua formação Aldine Padula (vocais), Erbeson Chaves (guitarra), Anderson Cassidy (baixo) e Bala Padula (bateria) e nos entrega um coeso, eficiente e cativante Death/Thrash Metal de responsa!
Em seu mais recente álbum, a banda continua sua saga de machucar nossos ouvidos e pescoços (no bom sentido, claro) com seu som ríspido e cru. A produção de Roberto Bala e a mixagem de Davi Serra contribuem para o massacre sonoro ser nervoso!
Com uma bela capa a cargo de Alcides Burns, um cara que está caminhando a passos largos para ser um dos melhores ilustradores do metal mundial, “Unbreakable Curse” começa com uma introdução com o que parece um canto indígena e com barulhos de sapos (manjou a referência?), com uma batida tribal e riffs cavalares.
Sei que mulheres cantando em grupos de metal extremo não são exatamente novidade atualmente, mas Aldine realmente surpreende com bastante variedade em seus urros, ainda mais quando faz um gutural mais cavernoso e grave, como por exemplo na própria faixa título, mostrando toda sua versatilidade dentro do seu estilo ao longo do disco.
A bolacha segue com a trinca “Hell Is Hollow”, “Home Of Souls” e “Weak Minds”, que imprimem mais velocidade com riffs insanos e vocais ríspidos, onde o convite ao headbanging é irrecusável. Em “Warrior Spirit”, seu riff inicial traz a mente algo de Black Metal a lá Immortal e uma levada mais cadenciada no meio, com destaque para o solo incrível de Erbeson. “Loosing Myself” traz de volta a velocidade com linhas de bateria eficientes e riffs certeiros que fazem desta (mais) um dos destaques do disco. “People’s Temple” dá uma cadenciada e a banda mostra criatividade em alternâncias de ritmos muitíssimo bem vindas. A velocidade retorna em “Serial Killer” e “Aleph”, com seus riffs bem thrash e um trabalho realmente absurdo de bateria de Bala, principalmente na última. Com uma interessante surpresa, a banda fecha o álbum com “A Ghost of Hank Williams” (seria o cantor de country americano que morreu em 1953?), com uma levada criativa e agressiva que servem como base para que Aldine arregace tudo com seus vocais. Após a música “acabar”, espere um pouco que tem um trechinho bem legal no final.
Muito boa banda, ótimo disco. Indico aos fãs de um Death/Thrash bem executado, rápido e agressivo.
Anotem esse nome aí, pois essa turma vai longe!
Thiago Barcellos





