
Omago – “Decrepitus” (2021)
Best Foe Records
#DeathMetal, #OldSchoolDeathMetal, #ThrashMetal
Para fãs de: Massacre, Pestilence (antigo), Benediction
Nota: 9,0
O underground sempre apresenta ótimas bandas e discos, isso é um fato. Muito além do que é mostrado no mainstream, bandas e mais bandas lançam ótimos trabalhos que mereciam estar entre os destaques nas famosas listas de “melhores do ano”, e com o disco “Decrepitus”, o Omago mostra porque deveria estar entre esses destaques.
Com seu primeiro álbum (eles já haviam lançado o EP “Human Targets” em 2020), a banda chileno-paraibana mostra que pode ser um dos nomes mais fortes da cena quando se fala em Death Metal. Praticando um som brutal, rápido e sujo com referências ao Old School Death Metal que nos remetem diretamente a bandas como Massacre, Pestilence e Benediction, a banda constrói uma parede de som tão sólida que pode assustar os ouvintes de primeira viagem, deixando a cargo de Eduardo Jarry (vocais), Victor Hugo Targino (guitarra e baixo) e Demetrius Pedrosa (bateria) a avalanche de vocais cavernosos, riffs e solos frenéticos e uma bateria monstruosa com viradas e blast beats incríveis.
A produção do disco ficou a cargo do guitarrista Victor Hugo (que também é um dos produtores brasileiros mais requisitados hoje em dia) e gravado em João Pessoa, Paraíba, e Santiago, no Chile. Ele ainda tem o lendário produtor sueco Dan Swanö na masterização e mixagem do álbum. Essa junção fez com que o disco tivesse uma produção perfeita, destacando os instrumentos e fazendo do conjunto todo uma experiência de metal extremo de primeira qualidade. A banda ainda contou com o trabalho do experiente artista Marcelo Vasco, reconhecido mundialmente por seus trabalhos com bandas da cena como Slayer, Kreator, Testament e The Troops of Doom, que criou uma arte que reflete toda a violência, agressão e as críticas a humanidade decadente dos dias de hoje presente nas letras.
Sobre as músicas, “Headless” merece o destaque pois já começa quebrando tudo com uma velocidade insana, alternando para alguns momentos cadenciados e com a bateria ditando o ritmo do começo ao fim. “Vile Schimer Vile” começa com o mesmo ritmo, porém alterna entre o Thrash e o Death Metal, e conta com um solo matador.
A faixa-título é cantada em português e traz uma letra cheia de críticas sobre a sujeira, corrupção e podridão das pessoas. É uma pedrada, tanto liricamente quanto sonoramente, cheia de blast beats, riffs poderosos e solos igualmente fortes. “Brother Against Brother” é a mais curta do disco, e mais uma vez é importante destacar a bateria de Demetrius que parece uma metralhadora, assim como o solo de Victor Hugo, que é um dos melhores do disco, e os vocais de Eduardo gritando com todas as forças o nome da faixa.
“Decrepitus” é um excelente álbum de Death Metal, feito para fãs da velha e nova escola, e certamente irá figurar entre os seus favoritos. Toda agressividade das letras e dos instrumentos fazem desse lançamento um ótimo exemplo da força do metal underground. Recomendado!
Lucas David





