
Icon Of Sin – “Icon Of Sin” (2021)
Frontiers Music
#HeavyMetal, #TrueMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Iron Maiden, Bruce Dickinson, Dio
Nota: 7,0
Enquanto fãs de Heavy Metal, quantas e quantas vezes criticamos artistas que buscam notoriedade tentando soar parecidos com cantores renomados, guitarristas virtuosos e demais variações que em nada alteram tal afirmação? E quando esse mesmo músico busca sua própria identidade e parte para uma carreira autoral? O que pensamos? Sendo sinceros, sabemos que não muda muito não. E nós sabemos que o fã de Heavy metal não é lá muito chegado em “cópias”. Portanto, se você conhece o vocalista Raphael Mendes, vai entender perfeitamente o que estou falando. O vocalista, conhecido por todos por ter uma voz quase que idêntica a de Bruce Dickinson, decidiu montar sua própria banda autoral, buscando, obviamente, incorporar suas influências e que teve seu álbum de estreia lançado pela Frontiers Music.
Mas é preciso que fique claro: ainda que Raphael seja um ótimo vocalista e tenha partido para uma carreira autoral, fica praticamente impossível dissociar sua voz daquela que transformou o Iron Maiden na maior banda de Heavy Metal da história. As músicas presentes no trabalho mostram uma gama interessante de influências, pois podemos notar desde o Heavy Metal tradicional (o já citado Iron Maiden, além de Judas priest, Ronnie james Dio, entre outros), até momentos mais próximos do Hard Rock, ainda que em menor (bem menor) escala. Muito bem produzido, o álbum sai um pouco daquela linha tradicional lançada pela Frontiers, onde muitas bandas soam parecidas, o que é louvável.
Além de Raphael, a banda é composta por Sol Perez (guitarra), Mateus Cantaleano (guitarra), Caio Vidal (baixo) e CJ Dubiella (bateria), ou seja, músicos de extrema competência e talento. A produção também soube valorizar e engrandecer o resultado final, sendo que deixou tudo no seu devido lugar, principalmente pela timbragem das guitarras que funcionaram perfeitamente para dentro da proposta a qual se comprometeram. Se bem que estamos falando da Frontiers, uma gravadora que, definitivamente, não dá “ponto sem nó”.
Dentre as faixas que podemos destacar estão a faixa título que, se você fizer uma audição às cegas, corre o risco de dizer que se trata de uma música da carreira solo de Bruce Dickinson, tamanho o alcance vocal de Raphael e seu timbre, assim como “Road Rage” que me lembrou os primórdios da carreira solo de Ronnie James Dio. Outros bons momentos são as faixas “Shadow Dancer”, com uma linha de metal tradicional, mas com uma sonoridade bem atual, com destaque para a guitarra, o peso presente em “Unhol Battleground”, a melodia de “Night Breed”, o metal tradicional de “Virtual Empire” e “The Alst Samurai”.
“Icon of Sin” é um bom álbum de estreia e nele temos uma banda que mostra estar em busca de uma maior identidade, algo que deve ocorrer logo ali na frente, tendo em vista a técnica e qualidade dos músicos envolvidos. Quando isso acontecer, com certeza assistiremos a banda em um outro patamar dentro do cenário.
Sergiomar Menezes





