Intestinal Disgorge – “Drowned in Rectal Sludge” (Relançamento) (2017)
Old Grindered Days Records | Cemitério Records
#Goregrind, #Noisecore, #Grindcore
Nota: 8,5
Sabe aquela garota feia, sem graça, que depois que toma um banho de loja fica atraente e passível de uns “pegas”? Pois bem, a bizarra analogia poderia ser aplicada aqui. “Drowned in Rectal Sludge”, masterpiece da grosseria e podridão do Intestinal Disgorge, sofreu um tratamento gráfico primoroso graças à parceria entre os selos nacionais especializados, Cemitério Records e Old Grindered Days records.
Uma arte muito bem elaborada, bem mais condizente com a proposta do grupo. Mas e o som? Bem, aí continua aquela nojeira ‘escatológicamente’ fétida que já é de se esperar do quarteto americano. Primeiramente, não é porque você escuta Carcass e Exhumed que você está habilitado a conferir esse material. Aqui o terreno é espinhoso e o buraco muito, mas muito mais embaixo.
O Intestinal Disgorge pratica um Goregrind muito mais puxado para o Noise, portanto, não espere por erudição ou rebuscamento. É barulheira insana, medonha e morfética. A dissonância atingiu níveis insalubres em “Drowned in Rectal Sludge”. Em uma explanação bem prática e objetiva, seria como se o Anal Cunt em início de carreira tivesse uma conotação muito mais Gore/Splatter.
Guitarras gemendo ao fundo, uma bateria desgovernada, distorção no limite e vocais absurdamente grotescos: ou são exacerbadamente guturais, ou rasgados e estridentes ao extremo (os chamado “bitch screams”). 44 faixas compõem esse cancioneiro do mau gosto, sendo que as últimas 14 são bônus especiais exclusivos da versão nacional (todas da demo “Festering Excrement”), que servem muito mais como registro histórico, pois a qualidade sonora é sofrível.
Enfim, se você é fã de desgraceiras na real acepção do termo, vai se interessar por esses sujeitos simpáticos, caso contrário, vai sofrer de náuseas e vertigens inenarráveis.
Ricardo L. Costa





