
Lake Of Tears – “Ominous” (2020)
AFM Records
#GothicMetal, #DoomMetal, #ProgressiveRock
Para fãs de: Moonspell, Crematory, Cemitary, Tiamat
Nota: 8,0
Não é de hoje que Lake Of Tears vem mudando, mas “Ominous”, título do mais novo álbum mostra que veio com uma proposta totalmente diferente de todos trabalhos anteriores. Não apenas diferente, mas ousada e muito experimental, localizando-se num ambiente bem distante dos consagrados “Headstones” e “Forever Autumn”; respectivamente, 1995 e 1999. Logo numa primeira audição surge uma sensação de estranheza, que logo dissipa-se assim que o álbum vai avançando e gradualmente revelando seu conteúdo e qualidades.
A bela arte da capa ficou a cargo do Vladimir Chebakov (1914, Hideous Divinity, Veld entre outros), além de ser o responsável pelo novo layout do “Non Serviam”, clássico do Rotting Christ relançado ano passado pela Satanath Records.
O álbum que foi produzido pelo próprio Daniel Brennare, vem com fortes influências do Rock Progressivo setentista e principalmente, do Rock Gótico tão praticado nos anos 80. É possível perceber tal influência logo na primeira faixa “At the Destination”, que remete bastante ao já citado Rock Gótico e também ao Darkwave. Em seguida temos a “In Wait And In Worries” que é praticamente uma continuação direta da faixa anterior, porém, com uma atmosfera mais carregada e melancólica, sendo bem mais profunda e definida que sua predecessora.
Outras faixas que merecem destaque são: “Ominous Too” que se inicia com uma introdução impecável e vai desenvolvendo-se de forma bastante serena e introspectiva. Essa é a faixa mais próxima dos clássicos que Daniel Brennare produziu no passado, ainda que apresente peculiaridades recorrentes a todo álbum, ou seja, os experimentos. “One Without Dreams” é marcada por mudanças inesperadas e por ares mais dinâmicos e progressivos. A última faixa que destaco é “The End Of This World” – uma peça inteiramente instrumental que vai aos poucos ganhando força e peso, intensificando-se até a plena imersão do ouvinte.
“Ominous” está longe de ser o melhor trabalho do Lake of Tears, talvez peque pelo excesso de aventura, pelos experimentos e pela coesão que vez ou outra lhe falta, mas não deixa de ser um bom álbum e ter seu brilho próprio.
Weverton Ribeiro




