
Lamb Of God – “Live in Richmond, VA” (2021)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#GrooveMetal, #Metalcore
Para fãs de: Pantera, DevilDriver, Trivium, Heaven Shall Burn
Nota: 8,5
Após o lançamento do álbum autointitulado em 2020, Lamb Of God lança uma versão ao vivo deste álbum que foi tão bem aclamado pela crítica. De início, fiquei com um certo “pé atrás” tendo em vista a saída de Chris Adler que sempre vi como um pilar fundamental do grupo. Entretanto, Art Cruz faz um trabalho excelente que se repete neste ao vivo.
O álbum não foi gravado na presença de público, devido ao fato de ter sido registrado no período de pandemia, assim, como se pode ver no vídeo (no final da página), a banda executa as músicas normalmente em um palco, mas sem o calor do público. Seguindo a mesma ordem do álbum de 2020, o ao vivo se inicia com a fantástica “Memento Mori”, que tem guitarras limpas, sombrias com o vocal de Randy Blythe limpo e grave, lembrando Till Lindemann (Rammstein). Porém, após quase dois minutos neste estilo, o bom e velho Lamb Of God com gritos, guitarras com riffs pesados vem à tona. E, convenhamos, aquele final com “breakdown” é absolutamente brutal.
Por falar em riffs, “Gears” também é caprichada nesse sentido. Na verdade, basicamente tudo que o Lamb Of God faz, envolve riffs absurdos e pesados, então ficar falando uma a uma, não seria oportuno. “Reality Bath” se inicia com uma breve interação do vocalista com o “público virtual”, podendo dar aquele leve gostinho de uma apresentação ao vivo, e que música boa!
“Ressurection Man” é o peso em sua mais pura essência. Riffs absurdamente pesados e um vocal muito grave. Por sinal, eu tinha uma certa preocupação com os vocais para o álbum de 2020, acreditava que Randy não estava mais conseguindo dar o seu máximo nos shows, afinal, mais de vinte anos cantando neste estilo, não é fácil. Porém, como eu estava errado. Ouso dizer que a voz dele está basicamente em seu auge.
“Routes” é a mais completa hostilidade em menos de 3 minutos de duração. Rápida, violenta, bem Thrash Metal e na versão em estúdio, conta com a lenda Chuck Billy. Então já era de se esperar que seria uma pedrada das boas. Após se encerrar o álbum de 2020 com “On The Hook”, esta versão ao vivo é seguida por “Contractor” do Wrath de 2009 e é uma de minhas músicas preferidas do grupo, ficando perfeita nesta versão ao vivo.
Uma surpresa é a presença de “The Death Of Us”, que foi gravada para o filme “Bill & Ted Face The Music” gravada já na pandemia e o show se encerra com “512”. Agora, coube espaço para mais duas músicas: “Ghost Shaped People” e “Hypertemic – Accelerate” que são duas ótimas faixas bônus da edição “deluxe” do autointitulado.
Caio Siqueira Iocohama





