Lione/Conti – “Lione/Conti” (2018)

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Lione/Conti
 
“Lione/Conti” (2018)

Frontiers Music
#PowerMetal#HeavyMetal

Para fãs de: Allen/Lande, RhapsodyRhapsody Of FireTrick Or Treat

Nota: 6,5

Juntar dois vocalista renomados e de talento indiscutível num mesmo álbum para ambos se “digladiarem” em exibições técnicas ao longo de composições feitas sob medida não é novidade! Afinal, Jorn Lande e Russel Allen já realizaram ao menos quatro destes trabalhos com excelência em ao menos dois deles.

Agora, a gravadora Frontiers convoca dois grandes nomes italianos para dar vida a um projeto similar. Além disso, ambos possuem uma ligação com as encarnações da banda Rhapsody, um ícone do Metal italiano, mas que recentemente viveu um embrolho difícil de entender, onde seus dois membros fundadores, Luca Turilli e Alex Staropoli, decidiram se separar e cada um criou sua versão da banda.

E enquanto Fabio Lione é o vocalista original do Rhapsody, a voz de seus maiores clássicos, e também cantou no Rhapsody of Fire de Alex Staropoli, Alessandro Conti é o vocalista da banda italiana de Power Metal Trick Or Treat, e também trabalhou com o Rhapsody de Luca Turilli.

Enfim, esse Lione/Conti é mais uma ramificação desta complexa árvore genealógica do Rhapsody, reunindo os dois grandes vocalistas em músicas compostas e produzidas por Simone Mularoni. E assumidamente, a gravadora queria recriar a sonoridade do Allen/Lande (que também é um projeto da Frontiers). Mas não deu certo! Ao menos aos meus ouvidos soa chato, muito chato!

A proposta musical é pesada e explosiva, numa “vibe” bem Power Metal, ambos estão em ótima forma e suas vozes dão um contraste interessante. A produção esta precisa, deixando tudo nítido e poderoso, mas o conjunto final soa como aquele trabalho encomendado, estéril, que se garante mais pelo talento dos nomes envolvidos do que pela qualidade ou criatividade das composições.

Não é ruim! Mas é inócuo. Com dois talentos vocais se exibindo atleticamente sobre um instrumental com pretensa dinâmica moderna, régia, classuda e dramática. É aquele tipo de álbum que se ouve uma vez, sabe que tem qualidade, mas carece da espontaneidade que te fará tirá-lo da prateleira novamente!

Marcelo Lopes Vieira

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