
Voodoo Circle – “Raised On Rock” (2018)
AFM Records
#ClassicRock, #HardRock
Para fãs de: Whitesnake, Rainbow, Deep Purple
Nota: 9,0
Eis que após a saída do vocalista David Readman, em 2016, a banda alemã Voodoo CIrcle apresenta seu quinto álbum trazendo o vocalista Herbie Langhans para ocupar o posto.
Muito mais do que saber o que Matt Sinner (baixo), Francesco Jovino (bateria) e Alex Beyrodt (guitarra) prepararam para este novo trabalho, a expectativa obviamente girava em torno de como a banda se comportaria em estúdio com o novo vocalista. Pois, de fato, Langhans e Readman possuem estilos bem diferentes!
Mas fique tranquilo, pois tudo está no lugar! Ou seja, ainda temos um Classic Rock cheio de feeling, inspiração bluesy na medida certa e muita malícia Hard Rock, perfeito para que Langhans desfile seu vocal mais melódico, no limiar entre o moderno e o clássico.
E este aroma malicioso e esfumaçado do blues se faz presente em “Higher Love”, “Walk On The Line” (com um “q” de Whitesnake), e na balada “Chase Me Away”, tendo até algo de southern/country bem disfarçado pelas texturas roqueiras em “You Promised Me Heaven”.
Na verdade, este “Raised On Rock” retoma aquela modernização da estética musical do Whitesnake feita pelo Voodoo Circle em “More Than One Way Home” (2003), com detalhes diferenciados em alguns arranjos, diminuindo novamente as parcelas de Deep Purple (apesar da ótima “Love Is An Ocean”), Led Zeppelin e Rainbow (apesar de “Dreamchaser”) na fórmula utilizada em “Whisky Fingers” (2015), álbum anterior.
Além disso, este novo trabalho vem mais puxado para os anos 80, principalmente nos aspectos melódicos do Classic Rock daquela década. “Just Take My Heart”, por exemplo é um AOR moderno.
E se “Heart of Stone”, do álbum anterior era “coincidentemente” parecida com “Don’t Break My Heart Again”, do Whitesnake, não dá pra deixar de reparar que agora “Where Is The World We Love” é uma reencarnação de “Is This Love”. Claro, isso é algo que não tira o mérito da composição, pelo contrário, ela ficou excelente!
Ou seja, mais um competentíssimo trabalho de Mr. Beyrodt & cia.
Marcelo Lopes Vieira





