Malevolent Creation – “Doomsday X” (2007)
(Relançamento 2025)
Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#DeathMetal #ExtremeMetal
Para fãs de: Dismember, Headhunter DC, Autopsy
Texto por Thiago Silva
Nota: 9,5
A banda nova-iorquina lançou seu décimo álbum de estúdio em julho de 2007, gravado na Flórida, berço do death metal por abrigar algumas das bandas mais consagradas do gênero. A gravadora na época, a Mercury Recording Studios, abriu as portas para a destruição de “Doomsday X”, álbum que também marca o retorno do vocalista Brett Hoffman (R.I.P. 2018), além da reintegração do baixista Jason Blachowicz e do guitarrista Jon Rubin. Reunindo uma formação bastante próxima da clássica, a banda renasceu criativamente sem esquecer a presença de Phil Fasciana na guitarra e Dave Culross na bateria. Essa é a formação responsável por este álbum fascinante e avassalador.
A produção ficou a cargo do próprio grupo, com engenharia e mixagem de Gus Rios e Matt LaPlant, além da masterização assinada por Alan Douches. O resultado é um som limpo, direto e pesado, mantendo a fidelidade característica da banda.
O álbum contém 12 faixas, totalizando 49 minutos de pura técnica, velocidade e agressividade, como mandam as composições. Há participações especiais em três músicas: “Cauterized” e “Deliver My Enemy” contam com Mick Thomson (Slipknot) na guitarra, enquanto “Bio-Terror” traz vocais adicionais de Kyle Symons.
Começando nosso tracklist para o apocalipse, a faixa de abertura “Cauterized” apresenta um excelente trabalho de guitarras do trio Mick, Phil e Jon, anunciando a destruição que virá na sequência. Em “Culture of Doubt”, a banda já chega arrasando quarteirão com os blast beats e skank beats de Culross, enquanto Brett Hoffman entrega um gutural formidável e um grito de libertação que conduz a uma mudança de andamento para um death melódico maravilhoso. A faixa termina com um solo excelente de guitarra e um trabalho de pedal de Culross pouco visto por aí.
“Deliver My Enemy” destaca novamente as guitarras: o convidado Mick Thomson, do Slipknot, mostra a que veio com uma participação estupenda, somando-se à velocidade e técnica da banda. Já em “Archaic”, o grupo apresenta um death metal old school mais direto e reto, sem muitas variações. Na sequência, “Buried in a Nameless Grave” traz uma sonoridade mais melódica, com riffs arrastados, mas sem perder o peso.
“Dawn of Defeat” segue essa linha melódica, alternando momentos mais lentos com acelerações marcadas pela entrada do vocal de Brett Hoffman. Do meio para o final, a faixa ganha velocidade antes de retornar ao peso arrastado, fechando com um pequeno solo de guitarra. “Prelude to Doomsday” é uma instrumental de tirar o fôlego, realmente parecendo um prelúdio do apocalipse. Destaque para a dupla de guitarras e para Culross, que soa como um verdadeiro tanque de guerra na bateria.
Em “Upon Their Cross”, Brett Hoffman mostra toda a sua genialidade, alternando guturais mais abertos e fechados de forma sensacional. Na parte final do álbum, o “quarteto do apocalipse” aparece com “Strength in Numbers”, “Hollowed”, “Unleash Hell” e, por último, “Bio-Terror” — na minha visão, o destaque do disco. Nela, Kyle Symons divide os vocais com o gênio Brett Hoffman, destruindo tudo o que resta.
“Doomsday X” é uma obra espetacular, com temática perfeitamente alinhada ao gênero. Para fãs de death metal, este é um álbum que não pode passar batido.





