
Manimal – “Armageddon” (2021)
AFM Records
#HeavyMetal, #PowerMetal, #ProgessiveMetal
Para fãs de: Judas Priest, KK’s Priest, King Diamond
Nota: 8,0
O Manimal nasceu em 2000, produto de uma parceria de longa data entre o guitarrista e compositor principal Henrik Stenroos e o vocalista Samuel Nyman. Demorou quase uma década para a banda lançar seu disco de estreia “The Darkest Room” de 2009. Nesse disco conhecemos os vocais de Nyman, um homem cujas proezas vocais lembram Rob Halford, Geoff Tate e King Diamond, entre outros. “The Darkest Room” estava repleto de grandes riffs e melodias em canções como “Living Dead”, “I Am”, “Human Nature” e “Spinegrinder”. Ainda assim, com toda a sua glória cativante, o primeiro disco também apresentou uma banda trabalhando para definir seu som. A AFM Records optou por comercializá-los como uma banda de Power Metal, o que acaba sendo um pouco diferente, já que eles se aproximam mais do metal tradicional, embora com toques de Metal Progressivo e do próprio Power Metal.
Agora com “Armageddon” a banda, formada por Samuel Nyman (vocais), Henrik Stenroos (guitarra), Kenny Boufadene (baixo) e André Holmqvist (bateria), se consolida como uma ótima representante do metal. A abertura do disco, “Burn in Hell” traz riffs e ritmos violentos, com os vocais invocando Tim “Ripper “Owens no mesmo momento, além de ter um solo de guitarra matador, que arrasta o ouvinte para o vazio escuro. Isso é seguido pela faixa-título que começa com uma guitarra pulsante e contínua, com um ótimo riff de metal feito para bangear.
“Path to The Unknown” é outra faixa de destaque, sinistra e assustadora com uma levada mais lenta feita para cantar junto com os punhos para o alto e um ótimo trabalho de vocais que aparecem mais limpos e melódicos em diversos momentos. A última faixa do álbum, apropriadamente intitulada, “The Inevitable End”, se desenrola com mais ritmos barulhentos e riffs turbulentos. A voz de Nyman rapidamente dá o tom com um equilíbrio impressionante entre falsete crescente e a melodia nervosa. Música por música, você acaba quebrando os músculos do pescoço, tocando sua guitarra imaginária e batendo os pés no chão.
Técnico, pesado, frenético e imponente, mas ainda assim completamente acessível e melódico, isso é o que Manimal oferece com “Armageddon”. A banda usa suas influências, além das músicas, em capas que os ouvintes podem encontrar claramente elementos de heróis do metal como Judas Priest, Queensryche, Saxon, Accept e Primal Fear.
A produção é massiva, mas não exagerada. Todos os quatro membros da banda estão em sintonia uns com os outros e cada um se destaca em seu instrumento. Se você está procurando por um metal vintage fantástico, com riffs pesados na veia de nossos heróis pioneiros, esta é uma banda que você deveria ouvir.
Lucas David







