
Final Disaster – “Halls Of Despair” (2021)
Independente
#HorrorMetal, #GrooveMetal
Para fãs de: Rammstein, Soilwork, Testament, In Flames
Nota: 8,0
O grupo paulista Final Disaster foi formado em 2013 e desde então lançou dois EPs (sendo um deles acústico) e diversos singles. Agora, chegou a hora de finalmente lançar seu álbum completo de estreia. “Halls Of Despair” é um álbum conceitual que conta a história de um serial killer chamado “Mr. Joe”, em homenagem ao Zé do Caixão, personagem do José Mojica Marins, falecido em 2020.
A primeira música, “Another Victim” começa com um riff muito bom, pesado, tendendo ao Groove Metal. Os vocais são muito bons, já que há um contraste entre o vocal “rasgado” de Kito Vallim, e o vocal melódico de Deborah Moraes e essa é uma característica do grupo Final Disaster, então, é comum que aconteça esse contraste durante todo o álbum.
“Turn It Off” tem um teclado muito legal, quase que tendendo ao pop. Entretanto, as guitarras pesadas entram e combinam o ritmo com o teclado, que fez virar uma combinação interessante. Essa música merece um destaque especial porque o refrão é excelente e tem riffs pesadíssimos acompanhando pedais duplos e até momentos destacando o baixo.
Apesar de o grupo ser de Horror Metal, muitas partes tradicionais de Groove Metal são vistas, além de músicas com características de Thrash Metal, como “Quiet Now” e “Silent Sacrifice”. “Despair” tem um “breakdown” pesado e muito bom, servindo como um alento após a longa “Resonance Within” de 9 minutos e 18 segundos de duração, porém, com bastante variedade durante a música, alterando partes pesadas e partes muito melódicas, diferentemente de “Inner Reveries” que tem 07 minutos e 28 segundos e é basicamente violão, piano e muita melodia, mas é essencial para a “história” contada.
Para recuperar da faixa referida anteriormente, o álbum se encerra com “Beware The Children” que conta com Caio Botrel, ex-membro do grupo. A música tem um ótimo riff, rápido e um belo solo, encerrando com bastante velocidade.
Em geral, “Halls Of Despair” é muito bom, com boas guitarras, vocais, bem produzido. Entretanto, um álbum com quase 80 minutos de duração faz com que a audição seja consideravelmente cansativa, tanto que em um CD físico quase que ocupa toda a capacidade de sua minutagem. Agora, dando uma “parcelada” no tempo para ouvir, agrada bastante e mostra um grande futuro pela frente.
Caio Siqueira Iocohama







