
Ode Insone – “Relógio” (2018)
Independentemente
#MelodicDeathMetal, #DoomMetal, #GothicMetal
Para fãs de: Atten Ash Band, M26, Lacrimas Profundere
Nota: 8,0
O Ode Insone nasceu como um projeto, criado a partir do núcleo Tiago Monteiro (Flamenhell/Aporya) e Mad Ferreira (Sea Of Monsters), responsáveis pelo álbum aqui a ser dissertado, “Relógio”. Passando a atuar como banda propriamente dita, com a adição dos músicos, Lucas Souza (guitarra), Victor Laudelino (baixo) e Georges Alexandria (bateria), aliás, os mesmos já fizeram sua estréia nos palcos.
“Relógio” é composto por oito temas que priorizam nosso idioma, valendo-se da riqueza de nosso vocábulo nativo, adornos e conjecturas, para expressar sua poesia doomster, versando assim, sobre máculas sentimentais pertinentes a nós. O uso desse artifício torna as músicas quase que em fados, claro que numa roupagem diferente, ainda mais triste devido aos aspectos típicos do Doom Metal.
O caminho traçado pelo Ode Insone exalta os vestígios atmosféricos e melódicos do falecido Godgory e vão de encontro a fase gótica do também falecido e multifacetado, Sentenced. Faixas cadenciadas e intensas como: “Folhas De Outono”, “Perfume Negro” e “Plumeria Rubra”, contrastam com as enérgicas e raivosas: “Sublime Abismo” e “Ode Insone”, essa dicotomia torna o álbum interessante e chamativo e não o deixa cair nos lençóis do marasmo.
Sobre a desenvoltura dos músicos; os riffs e solos são executados com precisão e sentimento, o uso das teclas é inteligente e sem exageros, Tiago Monteiro esbanja segurança quanto a sua voz. O único porém, é a bateria, que por vezes soa mecânica, principalmente nos momentos mais velozes.
“Relógio” é um belo registro de estréia e coloca o Ode Insone como mais um bom representante do Doom Metal feito na região nordeste.
Indicado aos apaixonados pela solidão, noites de lua e abraços etílicos.
Fábio Miloch





