
Pänzer – “The Fatal Command” (2017)
Nuclear Blast
#HeavyMetal
Para fãs de: Accept, Judas Priest, Iron Maiden
Nota: 8,0
E o Pänzer chega ao seu segundo álbum com uma significativa mudança de formação: o guitarrista Herman Frank decidiu deixar o grupo (com o intuito de focar em sua carreira solo) e em seu lugar entrou o Pontus Norgren (Hammerfall). Além disso, Schmier Fink (baixo e vocal, Destruction) recrutou o também guitarrista V.O. Pulver (Poltergeist) e com isso, acabou criando uma maior dose de peso ao heavy metal do grupo. Na bateria, o bom e velho Stefan Schwarzmann (ex-Accept, ex-Helloween). Assim, o grupo se transformou em um quarteto e nos brinda com “The Fatal Command”, um álbum que, se não traz nada de diferente em relação à “Send Them All to Hell” (2015), mostra que o poderio do grupo em fazer heavy metal continua intacto.
Como no trabalho anterior, não espere encontrar aqui, nada que remeta ao trabalho principal de Schmier. Se lá o Thrash Metal é a força motriz, aqui as influências do metal tradicional (Accept, Judas Priest, e até mesmo Iron Maiden) são o que guiam tanto o trabalho quanto a sonoridade da banda. O bom entrosamento da dupla Pontus e O.V. fica comprovado em faixas como “Satan’s Hollow”, “I’ll Bring The Night”, totalmente metal tradicional, “We Can Not Be Silenced” (onde Schwarzmann mostra que ainda continua um baterista preciso e extremamente relevante), “Scorn and Hate” (ah… se não fosse o Iron Maiden…), “Bleeding Allies” (pesada, com momentos próximos ao thrash) e “Promised Land”, deixam claro que não é apenas a experiência dos envolvidos que deixa o trabalho em ótimo nível, e sim, a qualidade das composições, que deixa à vista de todos que o heavy metal está (como sempre esteve) em um ótimo momento.
O Pänzer (ou The German Pänzer, como você preferir), lança seu segundo álbum, deixando claro que não é apenas mais um projeto ou passatempo dos músicos envolvidos. o grupo é sim, uma BANDA de ótima qualidade, que faz um heavy metal mais próximo do tradicional, mas que injeta doses generosas de peso nas guitarras. Que venham mais trabalhos neste nível!
Sergiomar Menezes





