
Phlebotomized – “Deformation Of Humanity” (2018)
Hammerheart Records
#SymphonicDeathDoomMetal, #AvantGardeDeathMetal, #DeathDoomMetal
Para fãs de: Septicflesh, Babylon Sad, Garden Of Shadows, Crematory (antigo)
Nota: 8,5
O Phlebotomized lançou bons materiais (EP’s e demos) entre 91 e 93, até atingir o ápice criativo com seu melhor álbum (opinião pessoal), o clássico “Immense Intense Suspense” de 94, que foi sucedido pelo também ótimo e loucamente genial, “Skycontact” de 97. O valor destes dois trabalhos é imensurável, pois ambos traziam uma “estranha” união entre Death e Doom Metal somada a experimentalismos, muita psicodelia, arranjos incomuns e inserções sinfônicas, algo totalmente a frente de seu tempo.
Posterior a esses registros, a banda entrou em um indefinido hiato, surgindo esporadicamente e lançando apenas compilações… Mas como 2018 foi o ano do improvável, com inúmeros grupos retornando às atividades, muitos dos quais com excelentes álbuns, diga-se de passagem, coube ao Phlebotomized sair de seu repouso de 21 anos e nos presentear com mais um coquetel sonoro, “Deformation Of Humanity”.
Apesar da “desconfortável” capa, o álbum em si é de fácil assimilação, a banda se mostra mais comedida em relação ao passado corajoso e desbravador, óbvio que ainda há espaço para viagens lisérgicas e aventuras musicais, mas em Deformation Of Humanity”, elas estão mais equilibradas e econômicas.
A produção é cristalina e orgânica e funciona relativamente bem junto aos delírios repentinos que surgem no decorrer do álbum, um bom exemplo é a faixa “Desideratum” que traz algumas narrações em seu início e depois descamba pra um Symphonic Death com influências de Crematory e Samael. “My Dear…” é outra faixa impactante, suave e com inserções de violino até ganhar peso em seu refrão, lembrando e muito, os grandes Morphia e The Gathering, “Chambre Ardente” é um Death Metal vigoroso na linha dos primeiros anos do Paradise Lost. A faixa título também se destaca das demais, resumindo sabiamente em pouco mais de sete minutos, todo o disco: sinfônica, progressiva, lisérgica, intercalando a brutalidade frenética do Death com a cadência do Doom Metal.
Em suma, “Deformation Of Humanity” sacia a fome dos ávidos por material novo, mas fica aquém dos clássicos citados, faltou um pouquinho de audácia, já que falamos do Phlebotomized.
Fábio Miloch





