Pink Mass – “Necrosexual” (2017)

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Pink Mass
 – “Necrosexual” (2017)

Independente
#Grindcore#Goregrind#Noisecore

Para fãs de: Anal CuntGutalaxRompepropDead Infection

Nota: 8,5

Em tempos “mimizentos” de politicamente correto, essa capa certamente causará furor (observe os detalhes), mas o Metal Extremo é transgressor por natureza, portanto, pode chorar. Já na apresentação com a famigerada arte “conceitual”, percebe-se que o intuito do Pink Mass é chocar.

“Necrosexual”, novo material dos lunáticos pervertidos de New Jersey, é um “deleite” para os conservadores, pois evidencia uma música e postura diferenciadas, aliás, nada ortodoxas mesmo. E quando misturamos Grindcore/Noise/Gore com putaria, a coisa pode dar muito errado, ou muito certo. Felizmente, ficamos com a segunda opção.

“Necrosexual”, apesar do evidente caráter satírico, é um disco maduro, confeccionado por um pessoal que, apesar dos pseudônimos esdrúxulos (ou você acha que Snevil – the Wet Brained Mercenary é um nome muito intimidador), conhecem o terreno que pisam. O Pink Mass conduz seu som de forma brutal, violenta e maliciosa, às vezes um tanto confusa, mas pelo tipo de sonoridade e temática abordada, é melhor que seja ininteligível, aliás, é necessário.

Já que você fora devidamente advertido quanto ao “saudável” conteúdo, que tal curtir pérolas da perversidade e degradação sem culpa? Então tome “Hedonist’s Lament” – transbordando velocidade, peso e distorção -, bem como “Extinction of the Breeders”, que envereda pelo Grindcore mais imundo e cascudo que você sequer pode imaginar, numa sinfonia ruidosa que abala qualquer estrutura psicológica.

“Necrosexual” é isso: música atonal, caótica, violenta e luxuriosa, ou seja, um sábado comum por aqui. Trilha sonora de escolha para um dos eventos mais aguardados dos últimos tempos: o apocalipse.

Ricardo L. Costa

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