
Spirit Adrift – “Enlightened In Eternity” (2020)
Century Media Records | 20 Buck Spin
#HeavyMetal
Para fãs de: Ghost, Black Sabbath, Judas Priest
Nota: 10
Spirit Adrift era, inicialmente, um projeto do músico Nate Garrett que tocava todos os instrumentos. Porém, após o lançamento de seu primeiro álbum, se juntou com mais músicos para lançar “Curse Of Conception”, em 2017 , que era tipicamente um Doom Metal com toques de Heavy Metal clássico, estilo mantido também no “Divided By Darkness”, lançado em 2019, mas flertando ainda mais com o Heavy Metal tradicional.
Resultado: em 2020 é lançado “Enlightened In Eternity” que abandona de vez o Doom Metal e se torna um bom Heavy Metal tradicional com tendencias ao chamado “Modern Metal”. Logo de início já se percebe a mudança com “Ride Into The Light”, mais rápida, com pedais duplos e um refrão que exalta a poderosa voz de Nate Garrett.
O segundo single, coincidentemente a segunda faixa do álbum, “Astral Levitation” é, inicialmente, bem estilo do Black Sabbath, com guitarra tipicamente Tony Iommi, mas com uns detalhes a mais e tem até uma parada que remete ligeiramente à música “Heaven And Hell”, principalmente pelo baixo.
“Comic Conquest” é a clara prova da mudança sonora do Spirit Adrift, porém, devem ter tido uma leve saudade do Doom Metal inicial, que volta brevemente ao meio de “Screaming From Beyond”, mas só, já que a seguinte “Harmony Of The Spheres” é simplesmente a melhor música do álbum e uma das melhores de 2020. Foi o primeiro single do novo álbum e, na primeira vez que ouvi, na hora lembrei dos vocais da banda sueca Ghost, que são bem parecidos nesta música, contudo, diferentemente dos suecos, a música possui rápidos riffs e um pedal duplo que a acompanha até a sua metade, uma vez que basicamente todas as músicas deste álbum podem ser divididas em duas, sendo que em determinado momento vira um Heavy Metal extremamente oitentista. Que música perfeita…
“Battle High” e “Stronger Than Your Pain” também possuem ótimos riffs e demonstram como a parceria com o baterista Marcus Bryant foi excelente.
Para os fãs mais “old school” do grupo, escutem a última música, “Reunited In The Void”, quase 11 minutos de duração, bem puxada ao Doom Metal e com um final bem típica de Heavy Metal oitentista e finalizando com um longo e excelente solo de guitarra. Que álbum espetacular.
Caio Siqueira Iocohama





