Raven – “Metal City” (2020)

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Raven – “Metal City” (2020)
Steamhammer Records
#SpeedMetal, #HeavyMetal

Para fãs de: Anvil, Motorhead, Judas Priest

Nota: 9,5

Fundado em 1974 em Newcastle, Inglaterra pelos irmão Gallagher (não os que você está pensando), o Raven é uma banda já tradicional e bem conhecida no metal mundial, porém se encontra naquele ingrato grupo de bandas que todo mundo já ouviu falar mas não “emplacou” e que são – na minha humilde opinião – extremamente injustiçadas e mereciam muito mais sucesso do que têm (como Anvil, Morgana Lefay, Anihhilator, etc…).
Alternando sempre em um power trio e uma formação com quatro membros adicionando uma segunda guitarra, os irmãos John (baixo e vocal) e Mark (guitarra) sempre mantiveram o bom nível das canções – até mesmo em álbuns “discutíveis” como “Stay Hard” e “The Pack is Back”. Porém, meus amigos, aqui em “Metal City” a coisa muda de figura e vai além da competência usual da banda. Este é pra mim o melhor álbum que o Raven já lançou, ele soa moderno sem abandonar as características clássicas da banda – ou seja – é aquele Heavy/Speed que ao mesmo tempo flerta com a NWOBHM e com o Thrash oitentista.
Situando para quem nunca ouviu, a banda sempre soou meio que um Motorhead mais “melódico” (logo vocês vão entender a comparação) e aqui não é diferente. Tudo muito bem composto e no seu devido lugar, e o resultado é um disco excelente e gostoso de se ouvir. “The Power” abre um disco com um speed com um bom refrão, imagino ao vivo. Tudo bem simples, mas coeso e funcional. Seguindo temos “Top of The Mountain” mais heavy, mas ainda assim bem rápida e com ótimos riffs. Destaque absoluto para bateria de Mike Heller (ex-Fear Factory), que insere uns “blast beats” em alguns trechos que funcionaram muito bem!
Destaque também para a faixa título, “Metal City” que tem um clipe bem legal! Temos também uma canção chamada “Motorheadin'” que é uma homenagem a uma banda chamada… ah, você sabe qual! Ótima pra abrir roda, bem ao estilão de Lemmy & CIA.
O peso, melodia e principalmente a velocidade do disco segue do princípio ao fim, é um disco que de tão natural você ouve uma, duas vezes seguidas sem enjoar. Um detalhe curioso, é que o vocal do John em alguns momentos (principalmente os agudos) lembram um pouco o Detonator, personagem do Bruno Sutter do Massacration.
É muito gratificante ver uma banda como o Raven com seus 47 ‘fucking’ anos de existência gravar um disco tão vigoroso, honesto e acima de tudo, rápido e pesado como o verdadeiro metal deve ser! Se você curte um metalzão rápido e cativante, eis aqui seu disco. Vida longa ao Raven!
Thiago Barcellos

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