
Reinforcer – “Prince of the Tribes” (2021)
Scarlet Records
#PowerMetal, #MelodicMetal, #EpicMetal
Para fãs de Gloryhammer, Labyrinth, Unleash the Archers
Nota: 7,5
Três anos após o lançamento do EP “The Wanderer”, os alemães do Reinforcer lançam seu álbum debutante, “Prince of the Tribes”, no perigoso e traiçoeiro território do power metal.
Se aproveitando das influências divinas do sangue germânico para o estilo, os caras Reinforcer não hesitam em ser tão caricatos quanto possível. Canções com a velha temática militar medieval contada em primeira pessoa já nos fazer torcer um pouco o nariz em ceticismo, depois dos infinitos epígonos das diversas bandas que se estabeleceram e difundiram o tema há pelo menos 20 ou 30 anos.
A faixa-título abre o álbum após uma ambientação com narrativa. Apesar da responsabilidade de carregar o nome do álbum, a música em si não é magistral nem surpreendente, mas chama a atenção para alguns aspectos. A voz de Logan Lexi é marcante e parece ter bastante potencial, além de se encaixar como uma luva na atmosfera que a banda propõe. Após um início não tão convincente, o álbum engrena em músicas realmente interessantes. “Black Sails” entrega todo o clichê que um fã de power quer ouvir, mas com elementos realmente interessantes, e um ritmo e pegada que vão fazer sua cabeça mexer mesmo que você lute contra. “Shieldmaiden” e “Coupe de Grâce” têm uma pegada poderosa e interessante, com algumas linhas que podem grudar na sua cabeça. Proeza considerável para uma música nova em meio a profusão musical dos últimos anos.
“Prince of the Tribes” é um álbum interessante, que merece ser ouvido. Não é nenhum divisor de águas, mas para um debut, realmente é um ótimo trabalho, e nos faz olharmos para esses alemães com mais interesse no futuro. Se você é fã do estilo e curte um power metal clássico com uma roupagem e atitudes a lá Manowar, certamente não irá se arrepender.
Will Menezes





