Riot – “Inishmore” (2017) (Relançamento)

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Riot – “Inishmore” (2017) (Relançamento)
Metal Blade Records 
#MelodicPowerMetal #HeavyMetal #HardRock

Nota: 8,5

Em geral, quando se pensa em Riot, lembramos de álbuns como “Rock City” (1977), “Narita” (1979), e “Fire Down Under” (1981), que formam a trinca inicial de sua fase clássica com o vocalista Guy Speranza, que sustentava vocais cheios de alma, junto a riffs com muita harmônia.

Outros, mais inclinados ao peso e velocidade do Heavy Metal oitentista, lembrarão do intenso “Thundersteel” (1988), que investia na intensidade do speed metal.

Esses trabalhos pontuais são clássicos, mas podem refletir uma banda que, apesar de suas incontestáveis qualidades musicais, tentava se encaixar no subgênero mais em em voga em cada época da sua evolução dentro do Rock/Metal..

E em finais da década de 1990, se dedicavam a uma exploração mais melódica de bandas como Rainbow e Whitesnake, pelas vias do Power Metal Melódico (em alta naqueles dias), como bem mostram as faixas “Angel Eyes”, “Gypsy”, ” Liberty”, e “Should I Run”, deste “Inishmore”, décimo álbum de estúdio da banda norte-americana Riot.

Um álbum que se destaca numa fase onde a banda lançou ótimos trabalhos construídos pela parceria entre o saudoso guitarrista Mark Reale, e o ótimo vocalista Mike DiMeo (que consegue imprimir suas influências de David Coverdale com personalidade), nas composições.

“Inishmore” (1998) é um trabalho classudo, intenso e veloz, desfilando harmonias com esmero virtuoso, criando uma coesão por arranjos melódicos que remetem ao Thin Lizzy e a Gary Moore, pelas influências folk inerentes ao conceito desenvolvido nas doze faixas, baseado em sagas dos mitos celtas e irlandeses, onde se destacam as faixas “Kings Are Falling” (mais Hard/Melodic Rock), “Watching the Signs” (e suas melodias folk), “Turning The Hands of Time”, e “Inishmore”.

Em 2017, a Metal Blade dá continuidade a sua série de relançamentos da banda, em versões remasterizadas por Patrick Engel, e, no caso de “Inishmore”, temos quatro faixas bônus, dando a oportunidade aos novos fãs de conferirem este trabalho, desfazendo uma injustiça histórica com um dos grandes álbuns da discografia do Riot.

Despreze a capa de gosto discutível, contextualize o trabalho como fruto de sua época, e deleite-se com o conteúdo de alta classe.

Aos meus ouvidos, o ápice desta fase do Riot!

Marcelo Lopes Vieira

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