
Rites to Sedition – “Ancestral Blood” (2017)
Independente
#MelodicDeathMetal, #MelodicBlackMetal
Para fãs de Dimmu Borgir, Cradle of Filth, Therion
Nota: 7,0
A ênfase na melodia é tão intensa que, por vezes, parece estarmos diante de uma formação Power Metal travestida de Black/Death Metal. Isso não é necessariamente deletério ao som do Rites to Sedition, mas em demasia faz a banda perder pontos no quesito peso.
“Ancestral Blood” é um bom álbum, não há como negar, mas o excesso de arranjos melódicos e grandiosos torna a audição maçante em determinado momento, além de os tornarem genéricos, haja vista a quantidade de bandas que lançam mão de semelhante proposta.
O problema de obras com enfoque exacerbadamente melódico é justamente o apelo brutal que fica em segundo plano. Em seqüências específicas, os arranjos de teclado são tão evidentes que encobrem quase por completo as linhas de guitarra, o que é lamentável.
“Ancestral Blood” é aquele típico disco que escutamos sem grandes problemas, pinçamos aqui e acolá alguns momentos mais inspirados (“Echelons of Imposition” e “Wartide” são boas composições), porém que se dissipa da memória em poucas horas e você já pode voltar para o seu Death Metal tradicional infalível.
Tem quem goste mas, para mim, é um bom disco e nada mais.
Ricardo L. Costa





