Running Death – “DressAge” (2017)

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Running Death“DressAge” (2017)
Punishment 18 Records
#ThrashMetal , #HeavyMetal

Nota: 8,0

Que Dave Mustaine criou o Thrash Metal tenho minhas dúvidas, mas que foi um dos primeiros lá atrás em 1981/1982 a dar as famosas palhetadas/rifferamas isso é ponto pacífico. Que ele influenciou muitas bandas e gerações de guitarristas pelo mundo, idem e os alemães do Running Death são apenas mais uma ótima banda que se enquadra perfeitamente nessa premissa.

Sua sonoridade é basicamente Megadeth dos primórdios em “Killing Is My Business And Business Is Good” (1985) e principalmente “Peace Sells But Who’s Buying” (1986), só que bem melhor produzido, com direito as quebradeiras típicas, mudanças de ritmos frenéticos, solos díspares inspiradíssimos e tudo mais.

Muitos podem vir a taxa-los de cópia, mas como o próprio Megadeth já não tem aquele sangue nos olhos de antigamente, por quê não dar crédito ao Running Death por trazer de volta aquela sonoridade? Não vejo problema nenhum nisso, mas se os cabeças de bagre estão querendo pagar de super cultos no Thrash e procurarem reinvenção do estilo, esqueçam essa banda!

Alguns toques de Heavy Metal tradicional são notados, vide o início a lá “Painkiller” (Judas Priest) em “Courageous Minds”, mas esperem um pouco… o próprio Megadeth no começo também tinha exatamente isso! Ok, desisto! É cópia, mas que se dane, é bom demais!

O vocal mais sujo de Simon Bihlmayer, lembrando um híbrido de Lemmy Kilmister (Motörhead) com adivinhe quem??? Isso mesmo, um tal de Dave Mustaine! Isso já basta para dar uma “diferenciada” (será?) do que já foi feito antes.

A nota dada é pelo conjunto da obra e pelo meu gosto pessoal mesmo, não deixei o fator criatividade e inovação (zero) atrapalhar um baita de um disco!

Enfim, cópia ou não, é um Thrash Metal honesto, super bem feito e muito, mas MUITO bom do começo ao fim!! Deus te abençoe Dave Mustaine (e sabemos que já o fez!)

Johnny Z.

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