
Sacrifix – “The Limit of Thrash” (EP) (2022)
Independente
#ThrashMetal, #OldSchoolThrashMetal
Para fãs de: Exodus, Destruction, Slayer
Nota: 8,5
Tendo despontado no underground como uma das melhores representantes do Thrash Metal nacional, o Sacrifix retornou após o lançamento do excelente “World Decay 19” (2021) com o EP “The Limit of Thrash” que apenas confirma que eles estão prontos para alçar voos maiores.
O primeiro álbum foi gravado inteiramente pelo multi-instrumentista e líder da banda, Frank Gasparotto, e não deixou nada a desejar as bandas clássicas do gênero. Esse novo EP vem com uma formação contando com Gasparotto nos vocais e guitarras, Kexo no baixo e Gustavo Piza na bateria, que fizeram um trabalho esplêndido com as 3 músicas que compõem o trabalho. “Thrash Again” tem um ritmo insano, com um riff de guitarra trabalhado que leva o ouvinte imediatamente ao ‘air guitar’ instantaneamente, assim como uma bateria que alterna entre a velocidade e o blast beat de uma forma única. Destaque para os vocais de Gasparotto que lembram a velha escola de bandas como Exodus (com Steve “Zetro” Souza), Destruction e toques de Overkill.
“No Limite da Força” é um cover da banda paulistana de Speed/Thrash Metal Anthares e encaixou-se perfeitamente ao som feito pelo Sacrifix, não devendo em nada a canção original. Novamente a bateria ganha destaque aqui, cheia de velocidade e batidas precisas, aliado ao baixo que salta aos ouvidos formando assim uma cozinha forte para os riffs de guitarra e o solo matador presente. A terceira faixa é uma versão demo para “World Decay 19”, do álbum anterior, mas que mesmo assim é uma excelente adição ao EP.
Agora com um time completo, o Sacrifix tem tudo para ser uma das bandas mais conhecidas no underground e fora dele. Somando esse novo EP ao primeiro álbum lançado, temos uma banda que sabe o que faz, trazendo os bons temos áureos dos anos 80 de volta com um som forte e preciso. O novo álbum tenho certeza que será destruidor, pois a tirar por “Thrash Again”, que estará presente, podemos constatar logo nas primeiras audições que, em relação ao matador álbum anterior de estreia, houve um belíssimo upgrade técnico, logicamente tudo dentro de sua proposta oitentista/clássica! Recomendado!
Lucas David







