Sagittarion – “Reborn” (2018)

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Sagittarion
 – “Reborn” (2018)

Independente
#HeavyMetal#ClassicRock

Para fãs de: Led ZeppelinIron Maiden

Nota: 7,5

A nova era da indústria fonográfica com seus “Spotifies” e “Deezers” deu liberdade para artistas lançarem seus trabalhos com a forma e conteúdo que bem entenderem. Para os cariocas do Sagittarion, cinco músicas foram suficientes para compor o álbum (?) de estreia “Reborn”, uma sequência caprichada do bom e velho “rockzinho antigo que não tem perigo de assustar ninguém”.

As aspas que Raul Seixas eternizou servem aqui tanto como um elogio quanto como um puxão de orelha. Por um lado, “Reborn” tem uma produção muito boa e focada no oldschool. Destaque para o vocalista Kleber Ramalho, dono de uma voz bem imposta e afinada, trazendo interpretação e potência na medida certa. “Rock ‘n’ Roll Armageddon” e “Hate By My Side” são músicas com boas variações de atmosfera que ganham pelos riffs contagiantes bem rock clássico e refrão digno de cantar junto.

Agora vai o grande problema: o som do Sagittarion é pensado dentro de uma estética difícil de dar errado e o grande desafio nesses casos é conseguir trazer uma linguagem própria, algo que “assuste” alguém, no sentido de surpreender. Talvez pelo reduzido tamanho da obra, não deu tempo de conseguir cultivar essa identidade mais própria, mas definitivamente cabeças banguearão caso se deparem com esse som em suas playlists.

Voltando às músicas, “Gypsy And The Beast” tem um solo bem estilo Iron Maiden e um riff de guitarra com notas mais tensas que adiciona um tempero legal. São justamente nesses momentos mais ousados que “Reborn” ganha mais brilho. Outro bom exemplo é o trabalho do baterista Alexandre Fersan durante “Scarlet Rose”, propondo um groove que preencheu a música de viradas precisas e ataques certeiros nos pratos.

Talvez se a banda lançar um trabalho mais extenso a coisa toda ganhe musicalmente. Bom gosto e técnica o Sagittarion mostrou, agora falta buscar um elemento para chamar de seu, algo que identifique o som da banda em meio a grande maré que a revolução digital causada por “Spotifies” e “Deezers” fez nascer.

Gustavo Maiato

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