Saxon – “The Eagle Has Landed: 40 Live” (2019)

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Saxon – “The Eagle Has Landed: 40 Live” (2019)
Silver Lining Music | Hellion Records Brazil
#HeavyMetal

Para fãs de: Judas PriestIron MaidenMotörhead

Nota: 10

Sempre que entro em alguma rede social, aparecem algumas páginas com alguma matéria que diz: “Heavy Metal faz bem à saúde, quem ouve música pesada é mais inteligente, ou viverá por muitos anos”. Ao me deparar com o novo álbum da lenda britânica Saxon, de alguma forma tudo que descrevi acima acaba tendo um fundo de verdade, porque são 40 anos detonando com mais altos do que baixos! Uma longevidade que se pararmos para pensar, a banda está sempre nesse ciclo viciante e continua gravando, lançando álbuns, saindo em turnês incessantemente. Dificilmente você vai conseguir se deparar com alguém reclamando disso, pelo contrário, o Saxon é uma das poucas da velha escola que podemos confiar a apresentar um novo material com qualidade.

“The Eagle Has Landed 40” é um verdadeiro presente para os fãs e representa basicamente tudo o que os britânicos fizeram desde a sua estreia em “Saxon” (1979) até “Thunderbolt” (2018). Gravado em diversas cidades entre 2007 até 2018, o novo disco ao vivo é praticamente um “Best Of”, com quase todos os clássicos presentes,como “Crusader”, “Dallas 1pm”, “Princess of the Night”, “747 (Strangers of the Night)”, “Demin and Leather” entre outros, mas quando digo QUASE todos, é por que justamente o belíssimo cover para “”Ride Like the Wind”, uma das mais festejadas nos shows, não se faz presente, algo que ao meu ver é praticamente um pecado capital (risos). O pacote de 3 Cds ainda é completado com algumas não usuais como “Attila the Hun”, “Night of the Wild”, “Killing Ground” e em “Witchfinder General”, o peso extra que a música ganhou em sua versão ao vivo, faz valer cada centavo do investimento.

Do passado ao presente, “Red Star Falling”, ” I’ve Got to Rock (To Stay Alive) ”, “Machine Gun”, “Live to Rock”, “Call to Arms”, “Thunderbolt”, “Nosferatu” “Sons of Odin” e “Predator” carregam a bandeira da verdadeira lição que o Saxon dá ao mais novos, que você sempre deve visitar o seu começo, mas viver o presente e o futuro é sempre muito melhor e como dizemos no futebol: “Quem vive de passado é museu”. A maravilhosa homenagem ao saudoso Lemmy Kilmister, “They Played Rock and Roll chega a arrepiar até o ser mais incrédulo dessa terra, mas é numa versão matadora de “Aces of Spades”, com direito a participação do hoje também saudoso, Eddie “Fast” Clarke”, é que as lagrimas se fazem presentes, não tem como não fechar os olhos e não lembrar de quanto o Motörhead foi importante na vida de toda uma geração.

Antes de encerrar, algo precisa ser dito: Por mais que esse não seja um trabalho ao vivo comum, gravado apenas num único lugar, o trabalho de gravação e de mixagem nós dá essa dimensão fazendo com que todo o pacote soe de forma homogênea e impactante.

Ao final de “Battering Ram”, última música do disco, tudo que devemos fazer é aplaudir e reverenciar de pé! OBRIGADO, Saxon! Continuem detonando!

William Ribas

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