
Scorpions – “Rock Believer” (2022)
Universal
#HardRock, #HeavyMetal, #HardNHeavy
Para fãs de: UFO, Michael Shenker Group, Uli Jon Roth
Nota: 9,0
E mais uma das bandas que já anunciaram aposentadoria e voltaram atrás acaba de lançar mais um álbum de estúdio. Sim, o Scorpions faz parte da turma que inclui Ozzy, Judas, Kiss e algumas outras que, pra nossa sorte, decidiram que haviam tomado a decisão errada. E aqui, isso fica ainda mais nítido pois “Rock Believer”, 20º trabalho de estúdio dos alemães, é um baita de um disco de Rock, Hard Rock, Heavy Metal… Chame como quiser, uma vez que o que o quinteto nos traz são músicas recheadas de todos os elementos que trouxeram a banda até aqui, incluindo uma pegada mais visceral em alguns momentos, uma cortesia do monstro chamado Mike Dee (que a esta altura do campeonato, você deve, ou melhor, tem a obrigação de saber onde tocou…), que faz sua estreia em estúdio com o grupo.
Klaus Meine (vocal), Rudolph Shenker (guitarra), Mathias Jabs (guitarra), Pawel Maciwoda (baixo) e o já citado Mike Dee, mostram que apesar da idade, a banda continua relevante, ainda que, na opinião deste que vos escreve, o grupo estava devendo um grande álbum desde “Unbreakable”, lançado em 2004. E uma das coisas mais interessantes aqui, e que acaba indo na direção contrária daquilo que fez com que o Scorpions se “popularizasse” mundo a fora, que são as baladas, estas não têm um grande destaque em um álbum repleto de riffs, energia e potência de um rock feito com garra e paixão.
Como citado anteriormente, o grupo faz uma viagem pela sua história, trazendo muitos elementos de sua carreira, o que já fica de fácil identificação na faixa que abre o álbum: “Gas in the Tank”, com um título pra lá de auto explicável, a composição tem uma pegada característica do Scorpions, mesclando de forma certa o Hard e o Heavy, como só os alemães sabem fazer. O que dizer então de “Knock ‘em Dead”, com as guitarras de Rudolph e Mathias unidas como se fossem uma só, enquanto o mais que veterano Klaus Meine, com seus 74 anos, se mostra um vocalista, ainda que não na sua melhor forma, muito superior a tantos que temos por aí. A faixa título por sua vez, mais cadenciada, mas ainda assim cativante e com uma melodia bastante simples, mostra que que nesse quesito, o grupo continua imbatível. E se quisermos falar de peso, temos “Shining of Your Soul”, mas deixo claro que falo em peso, tendo como referência a sonoridade do grupo.
Ainda temos outros destaques, pois “Rock Believer” é um trabalho bastante homogêneo, e no melhor sentido da palavra! “Seventh Sun” tem aquela levada a lá “Coast to Coast”, “When I lay My Bones to Rest”, e sua pegada totalmente rocker, “Peacemaker”, que havia sido lançada no ano passado e traz, novamente, aquela linha “scorpiana” de fazer Hard n’ Heavy, “When You Know (Where You Come From) é a única balada do álbum, e ainda que interessante, deixa um pouco a desejar perto de tudo que o grupo já fez anteriormente. O álbum possui uma versão dupla que traz mais cinco faixas, todas muito interessantes com destaque para “Shoot For Your Heart”, rápida e direta e para a versão acústica de “When You Know (Where You Come From)”, que ficou mais interessante e bonita nesse formato.
São 50 anos de carreira, e como falei em um grupo de WhatsApp com alguns amigos, se este for o último trabalho do Scorpions, podem ter a certeza de que o grupo se despediu de forma brilhante, revisitando sua carreira de forma certeira, mostrando ao mundo que seu veneno ainda causa efeito. Sorte nossa!
Sergiomar Menezes








