Kissin’ Dynamite – “Not The End Of The Road” (2022)

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Kissin’ Dynamite“Not The End Of The Road” (2022)
Napalm Records
#MelodicRock, #HardRock

Para fãs de: Eclipse, Crazy Lixx, H.E.A.T., Bonfire

Nota: 8,0

Desde que o gênero do Hard Rock dos anos 80 surgiu e foi chamado de “glam”, “hair metal” e coisas bem piores, sua mensagem principal sempre foi: diversão! Para quem viveu a época sabe do que estou “falando” e quem não viveu saiba que era possível esquecer os problemas, ser feliz, e tantas outras coisas, ao som das grandes bandas da época.

E não há como deixar de pensar no estilo ao ouvir o novo álbum do Kissin’ Dynamite, que possui todos os ingredientes necessários, além de melodias marcantes, solos extravagantes e cozinha coesa.

Depois do melhor desempenho nas paradas com o álbum “Ecstasy” (2018), a banda se viu diante de um enorme desafio (a saída do baterista e membro fundador, Andi Schnitzer). Mas, felizmente, os irmãos (Jo)Hannes (vocais, produção e mixagem) e Ande Braun (guitarra), Jim Muller (guitarra), Steffen Haile (baixo) recrutaram um novo baterista, Sebastian Berg, e partiram para gravar o novo álbum.

Mais do que apenas um título, “Not The End Of The Road” é um manifesto de que apesar das mudanças eles continuam em frente carregando a bandeira do Hard Rock dos anos 80.

É só ouvir a edificante faixa título com seu riff matador, melodia viciante e refrão cativante. Se essa música não te impactar, infelizmente, para você, esse não é seu tipo de álbum. Mas se você curte um Hard Rock poderoso e melódico, esse, felizmente, é o seu tipo de álbum.

Sem diminuir o ritmo somos presenteados com pedradas: a hipnótica “What Goes Up”, a cativante e instigante “Only The Dead”, “Voodoo Spell” e seus elementos tribais, “All For A Halleluja”, a narcisista “Defeat It” e as baladas: “Coming Home” (sublime mid-tempo a la Bon Jovi), “Gone For Good” (arrepiante!) e “Scars” (espetacular!). Mas a cereja do bolo, pela mensagem na letra e no vídeo, é “Good Life”, single beneficente com toda sua renda revertida para a luta contra o câncer em crianças, que conta com a participação de Alea der Bescheidene (Saltatio Mortis), Guernica Mancini (Thundermother) e Charlotte Wessels (Delain).

O ponto negativo fica com “Yoko Ono” e “No One Dies a Virgin”. Ambas querem ser o que não são e se tornam paródias ruins. Poderiam simplesmente não existir.

Claro que há um sentimento de familiaridade no álbum por já termos ouvido este tipo de música um milhão de vezes desde “Too Fast for Love” do Motley, mas a proposta da banda não é reinventar a roda ou criar o fogo e sim lançar um álbum que possa se diferenciar dentro do atual mercado. E isso eles conseguiram.

João Paulo Gomes

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