Smith / Kotzen – “Black Light / White Noise” (2025)
BMG Rights Management Limited | BMG Brasil
#HardRock #BluesRock
Para fãs de: Deep Purple, The Winery Dogs, ZZ Top
Texto por João Paulo Gomes
Nota: 9,0
Quatro anos após a estreia, Richie Kotzen e Adrian Smith lançam o segundo capítulo de sua extasiante parceria. Produzido impecavelmente pela dupla, o álbum — mixado por Jay Ruston (Meat Loaf, Steel Panther, Nelson, Anthrax, Armored Saint) e gravado em Los Angeles no “The House” — traz dez faixas inéditas que comprovam: mesmo com toda a improbabilidade dessa combinação, nasceu uma química que continua gerando música da mais alta qualidade.
Com Kotzen (solo, Mr. Big, Poison, The Winery Dogs) nas guitarras, baixo, vocais e bateria — com Bruno Valverde (Angra, Whom Gods Destroy) tocando em duas faixas, e Kyle Hughes (Marco Mendoza, Bumblefoot, Richie Kotzen) em outra —, e Smith (Urchin, Iron Maiden, A.S.A.P., Bruce Dickinson, Psycho Motel, solo) nas guitarras e vocais, além de Julia Lage (Vixen) no baixo e nas guitarras, “Black Light/White Noise” é um amálgama de hard rock, classe, alma, pitadas de country, soul, genuinidade, blues e muita guitarra. Uma fusão que transcende gêneros.
Kotzen e Smith, como sempre, impressionam. Não que isso seja novidade, mas aqui eles conseguiram transformar o contraste entre suas personalidades musicais em uma identidade única, criando um instrumental pulsante, denso e coeso — prolífico na medida certa, sem sobrepor os demais instrumentos e, principalmente, a música.
Três faixasrepresentam bem a essência do álbum: a matadora “Muddy Waters”, com seu funk setentista à la Hendrix e um groove absurdamente sujo e viciante; a irresistível complexidade de “White Noise” e sua crítica às redes sociais; e a bela e contagiante “Black Light”.
O velho oeste pungente de “Darkside”, a impecável “Blindsided”, o absurdo chamado “Wraith”, a tempestade blueseira de “Heavy Weather”, a melódica e relaxante “Outlaw” e o soul com uma vibe Pinkfloydiana da épica “Beyond the Pale” não ficam atrás. Todas mostram como essa fusão de estilos resulta em composições que beiram a perfeição.
Começando de onde seu antecessor parou, “Black Light / White Noise” pode ser incrivelmente saboroso — ou saborosamente incrível. O importante é que ele é eletrizante, orgânico e hipnotizante ao extremo, pulsando com frescor, energia e autenticidade. Obrigatório!





