Symphony X – “Iconoclast” (2011)
(Relançamento 2025)
Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#ProgMetal
Para fãs de: Dream Theater, Fates Warning Queensryche
Texto por Luiz Gustavo Santos
Nota: 9,0
Apesar de extremamente irritado com um hiato criativo que já dura dez anos, continuo tendo o Symphony X como uma de minhas bandas prediletas. Por isso, não é raro que eu revisite a belíssima discografia do grupo americano, que recentemente ultrapassou os 30 anos de estrada.
Iconoclast, lançado originalmente em 2011 e relançado agora no Brasil pela Shinigami Records, não chega a ser um dos grandes destaques dessa discografia, mas é inegavelmente um excelente disco de prog metal. Abraçando de vez uma faceta mais pesada e menos épica, a banda se mostra vibrante e tecnicamente impecável, com os músicos entregando o já esperado espetáculo. Destaque para o guitarrista Michael Romeo, um dos maiores criadores de riffs do metal progressivo mundial, e para Russell Allen, que considero um dos melhores vocalistas de sua geração.
A parte inicial do álbum é brilhante. Logo de cara temos a faixa-título, com dez minutos de peso e um riff principal marcante. Na sequência, a mais direta “The End of Innocence” apresenta o melhor refrão do disco. “Dehumanized” e a acelerada “Bastards of the Machine” completam um quarteto de abertura pra fã nenhum botar defeito.
Porém, do meio para o fim, o álbum perde um pouco de força, com uma sucessão de faixas mais esquecíveis — com exceção da linda balada “When All Is Lost”, que fecha a versão simples do disco com belas orquestrações e um verdadeiro show de versatilidade vocal por parte de Allen.
Embora seja sempre agradável revisitar os clássicos, eu, como fã, espero mais do Symphony X. Não dá pra rodar o mundo ano após ano com o mesmo pano de fundo de dez anos atrás. Bora trabalhar, galera!





